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Archive for the ‘Por aí’ Category

Blá blá, muito tempo sem postar, blá blá, vou tentar publicar com mais frequência, blá blá.

Sou advogada, blá blá, licenciamento de software, blá blá, em inglês, blá blá, grandes empresas, blá blá.

Ok, todos já sabem. Mas isso aqui é sempre uma novidade:

“Customer acknowledges that the Software is not designed or intended for use in the design, construction, operation, control or maintenance of any nuclear facility, and Customer hereby waive any liability against Company for an losses, claims or liability related thereto.”

Então, cliente querido, se você pretendia aproveitar que estava licenciando o software pra fazer aquele projeto bacana de uma usina de energia nuclear naquele pedacinho de terreno que você não sabe bem pra que vai usar, faz isso não, tá? Como diria a filha de um amigo, “Não pódji!”

Faz a gente se perguntar que tipo de indivíduo pega um software, usa pra uma finalidade totalmente diferente daquela pra qual ele foi obviamente desenvolvido, processa o desenvolvedor e dá tanta dor de cabeça a ponto de o Jurídico se sentir na obrigação de colocar um disclaimer como esse aí. Seria mais ou menos como usar o Paint para fazer um projeto de construção de uma plataforma de petróleo, processar a Microsoft pelas falhas no projeto e ganhar.

***

[Estava quase pesquisando o nominho da empresa em questão associado a “nuclear facility” quando lembrei que essa não é a primeira ocasião em que eu vejo um contrato com esse disclaimer específico. Tem gente por aí construindo usinas nucleares assim, sem usar os softwares adequados? Hum… Preocupante.]

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Há um tempo postei aqui um ótimo texto que falava sobre a nova geração que está sendo criada por pais no mundo todo, batizada pelo autor como “Geração Sapatênis“.

Pois ontem, lamentavelmente, eu presenciei uma cena que ilustra bem essa situação e sua origem.

Fui com Rimã, Cunhado e Primeira Sobrinha asistir o fofíssimo show do Palavra Cantada (aliás, Leandro, recomendo as músicas deles, que eu acho bem mais legais que a Galinha Pintadinha).

Como todo show, tinha banda de abertura. Tratando-se de show infantil, a banda de abertura foi um grupo infantil. Todas as informações sobre a abertura dos portões (15h), a banda de abertura e o começo do show do Palavra Cantada (17h30) constavam religiosamente do site da Fundição Progresso, onde ele aconteceu e para o qual o próprio site do Palavra Cantada redirecionava quem quisesse mais informações sobre o evento.

Você, pai de dois filhos entre 4 e 7 anos, sabendo que criança não fica parada muito tempo e se entedia com facilidade, procuraria todas as informações sobre o evento, correto? Veria o set list, buscaria referências, se informaria sobre a banda de abertura, sobre os horários, sobre o local, certo? Se você percebesse que as informações nos sites não eram suficientes, você ligaria, perguntaria no twitter, no facebook, enfim. Você correria atrás, para não transformar um programa divertido em um programa de índio quando seus filhos começassem a se entediar, te entediando também.

Então, acredito que isso seja premissa de qualquer show. Você precisa fazer a due dilligence necessária, até pra saber se vale a pena gastar seu rico dinheirinho ou se é mais interessante comprar o dvd depois (ou esperar passar na tv, ou nem isso).

Daí o cidadão aparece no show com os dois filhos e a senhora dele. A banda de abertura começa a se apresentar por volta de 15h40 e lá pelas 16h45 o cidadão acha por bem começar a gritar “PALAVRA CANTADA! PALAVRA CANTADA!”, acompanhado das vaias da senhora dele.

Avaliem. O cidadão é pai de duas crianças. As duas crianças estão no colo dele. O evento ainda está no horário, pois ainda nem deu 17h e o show do Palavra Cantada começaria às 17h30 (de fato, começou com meros CINCO minutos de atraso).

Que tipo de mensagem o cidadão está passando para seus filhos? Que tipo de imagem ele está passando para os demais?

Naquele momento eu vi quem são os pais da Geração Sapatênis.

===

Querido cidadão que estava no evento de ontem na Fundição Progresso com seus dois filhos e sua senhora,
Se você não gosta da banda de abertura e não tem senso de humor para superá-la, você tem algumas opções:

a) Se você não se preocupar com o risco de ficar com os piores lugares da plateia, não chegue no horário de abertura dos portões.
b) Se for possível guardar o lugar com seus pertences, passeie pelo local de realização do evento, faça um reconhecimento das saídas de emergência, vá ao banheiro, compre água/comida/bala/chiclete.
c) Se o risco de não conseguir segurar o bom lugar for real, coloque fone de ouvido e durma, leia, brinque com o celular, bata papo com os vizinhos.

Faça o que fizer, não deseduque os coleguinhas do lado. E tente (pelamordedeus) não levar a Geração Sapatênis pra dentro da sua casa. Porque, meu caro, você vai sofrer.

Beijos,

Sarita

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Última observação: o show deles é SENSACIONAL.

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O desafio atual para o mercado e para o regulador no Brasil é desenvolver infraestrutura para atender os grandes eventos que se aproximam. Copa e Olimpíadas estão aí, na nossa porta, e o fluxo de pessoas e de informação será tão grande que o mapa de rede existente e a distribuição de seu uso entre os agentes não atenderá essa demanda.

Só que infraestrutura é um treco caro. Depende de obra, de dinheiro, de dor de cabeça, de fluxo de caixa, de project finance às vezes. O investimento é tão grande que pode se tornar proibitivo, se considerarmos que o retorno depende de mercado consumindo o serviço ou o bem ao qual aquela infraestrutura se associa.

Alguns tipos de infraestrutura são, por isso mesmo, tidas como essential facility. Essential facility é aquela infraestrutura essencial (duh) a permitir a entrada de um novo agente em dado mercado. Ou seja, aquela sem a qual um novo entrante desiste. As essential facilities são, além de essenciais, caras, normalmente associadas a custo afundado. Imagine um duto de transporte de derivados de petróleo. Se o agente que incorreu no custo de sua implantação resolver sair do mercado, não consegue utilizar aquela mesma infraestrutura em outro mercado; pode, no máximo, aliena-la a terceiro. Nesse exemplo, o custo é, literalmente, afundado. (Ahn? Ahn?)

Infraestrutura de transporte é, por isso mesmo, tida como essential facility. Qualquer transporte. Rodovias, ferrovias, eletricidade, dados. No caso do mercado de telecom, ter uma rede é condição sine qua non para qualquer agente. E por isso a maior parte dos países resolveu investir no uso racional dessa infraestrutura. Ao invés de deixar a cargo do mercado definir como será o custo em infraestrutura e como será o relacionamento entre os agentes, o órgão regulador define políticas de compartilhamento dessa infraestrutura, ampliando a competitividade e estimulando o investimento em qualidade de serviço para permitir ao consumidor a escolha entre os agentes.

Compartilhar infraestrutura, porém, significa, para seu detentor, abrir a porta de sua casa para que seu inimigo ali habite. Você bebe da água e come da comida do cara que quer o mesmo mercado que você. Você não pode nem propor um preço proibitivo para impedir que sua casa seja invadida. A única coisa que te resta é invocar questões técnicas. E, convenhamos, um bom técnico com uma boa argumentação consegue justificar quase qualquer coisa.

No final, o compartilhamento em um mercado em desenvolvimento e com uma extensão geográfica tão grande (não há que se falar no mercado de telecomunicações como um mercado local ou regional) termina passando pela administração dessa infraestrutura por um terceiro, imparcial. E foi essa proposta do Plano Nacional de Metas de Competição, submetido à consulta publica no ano passado, uma das questões mais ~polêmicas~ apresentadas pela Anatel, confundida com intervenção.

De fato, mal administrada essa proposta pode gerar um controle de mercado inimaginável no modelo atual. Cabe agora à Anatel e ao MiniCom, esse último na definição de políticas públicas para o setor, na tentativa de sustentar a proposta, demonstrar que não há o risco da captura e que a agência é madura, autônoma e independente o suficiente para conseguir criar regras isonômicas e objetivas para esse banco de dados de infraestrutura e para o seu compartilhamento.

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A pessoa passa por situações que parecem surreais. Aquelas que, contadas para ozamigo, desperta olhares de incredulidade, repulsa, raiva e, eventualmente, asco. Ou nojinho.

Pois é em homenagem a essas situações e a um colega cujo nome irei preservar, inicia-se hoje nesse blog uma nova seção:
Faz parte da vida…

Essa seção normalmente virá na forma de uma narrativa hipotética – sempre! – acompanhada de alternativas mais ou menos plausíveis, para que você, amigo leitor, avalie seu bom-senso (ou falta de) e compare-o com o da personagem das histórias.

Sem mais, vamos ao primeiro episódio.

***

Você está nas primeiras semanas do novo emprego e já conhece algumas pessoas, com as quais simpatiza. Em um dos encontros típicos da socialização de novos colegas de trabalho, você nota que seu colega está com secreção nasal ressequida presa nos pelos que revestem a cavidade nasal. Traduzindo: ele está com uma meleca pendurada no nariz. Você:

(a) Ignora e evita olhar para ele, porque embora seja constrangedor você não tem intimidade suficiente para avisar.

(b) Avisa de maneira discreta, porque mesmo não tendo intimidade você se sente na obrigação de comunicar para que ele não passe vergonha diante dos outros.

(c) Calcula a distância, saca seu próprio indicador e catuca o nariz do indivíduo, retirando você mesmo a meleca alheia.

Pausa para que você pense. Enquanto isso, para ocupar o espaço e você ir se distraindo, eis um texto informativo científico sobre a “meleca”, retirado diretamente da Wikipedia (sim, texto científico, por favor):

O muco (coloquialmente chamado de meleca, ranho ou catarro no Brasil) é uma substância visco-elástica de origem biológica. É produzido como método de proteção de superfícies no ser vivo, contra a desidratação (pulmão), ataque químico (mucosa do estômago), bacteriológico (mucosa respiratória) ou simplesmente como lubrificante (esôfago, cólon). O muco é produzido por um tipo especializado de célula, a célula caliciforme, que segrega continuamente glóbulos de muco. É composto por uma mistura de glicoproteínas e de proteoglicanas sintetizadas no retículo endoplasmático e no aparelho de Golgi.

Voltando ao nosso caso, é OBÓVIO que o cidadão em questão atacou a narina alheia. O dono da narina, reconhecendo os préstimos do amigo, limitou-se a dizer:

– Pô, valeu aê. Amigão.

 

Sem mais. Faz parte da vida, né? o.O

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Comparem:

“Quando nasci veio um anjo safado
O chato do querubim
E decretou que eu estava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim”
(Até o fim – Chico Buarque)

“Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.”
(Poema de sete faces – Carlos Drummond de Andrade)

Só reparei hoje! /o\

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Há algum tempo postei no facebook ou no twitter (nao lembro) alguns motivos para o apocalipse zumbi nao ser uma preocupação.
Na duvida, meu irmão passou por um treino intensivo com o joguinho “Plants vs. Zombies”.

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Nesse jogo você é um sobrevivente do apocalipse zumbi e deve defender-se e a sua casa contra a invasão iminente. Para isso, você usa plantas. Plantas carnívoras, explosivas, cuspidoras de fogo etc (bem divertido, alias, e com versão pra iOS, mas fora da AppStore Brasil).

Dai que, caso o jogo fosse transformado em uma serie de tv, o apocalipse zumbi seria algo mais ou menos assim:

20120217-233012.jpg

[Via 9gag]

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Dai que, de acordo com o Antigo Testamento, Moisés, enviado por Deus para livrar os hebreus do Egito onde eles eram escravos, já estava liderando a multidão em fuga quando chegaram diante do mar. E agora, quem poderá nos proteger? Ó Deus por quê? Senhor, ajudai-nos! etc etc e Moisés fincou o cajado nas águas, que se abriram como por encanto, para que todos passassem.
Uma versão menos divulgada diz que as águas se fecharam bem na hora que os soldados egípcios estavam passando, afogando-os todos. Uma outra versão diz que Moisés era bem informado e que a maré estava baixa: eles apenas foram pontuais na travessia.

Historias ou verdades bíblicas a parte, tem muito motorista que sai por ai achando-se a própria reencarnação de Moisés e querendo reproduzir o feito. Apenas substituem o cajado pela luz indicativa de seta que, além de sinalizar o desejo de mudar de faixa, aparentemente é dotada do atributo da autoexecutoriedade.

Nao, meu querido. Você está enganado. Nao é porque você ligou a seta que o transito irá se abrir e lhe dar passagem. Então olha pelo retrovisor antes de jogar o carro na minha frente, porque meu carro é amarelo mas nao é covarde. E a sua seta nao é o cajado de Moisés. Humpf.

20120217-231946.jpg

***

[Nota: O conhecimento que a autora tem sobre a Bíblia deriva de filmes na 6ª feira santa e no Natal e de aulas na evangelização espirita, onde as duas foram apresentadas para o estudo dos dez mandamentos que viraram dois. Mas isso é papo pra outro post. Logo, nao se atenham a descrição do fato bíblico, mas ao efeito “cajado de Moisés”.]

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