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Archive for the ‘O universo numa casca de noz’ Category

Um dos filmes de Godzilla (sim, estou falando do dinossauro que atacou o Japão naquele fim e que passava na extinta Manchete e no SBT na mesma época em que Changeman e Jaspion eram febre), acho que o ultimo da serie clássica, fala que para ele ser derrotado foi necessária a ajuda de dois outros mutantes: Bathra e Mothra.
Uma delas era uma mariposa mutante e a outra uma borboleta mutante. A borboleta, obviamente, era boazinha e a mariposa era sua inimiga/rival, mas diante da possibilidade de o mundo japonês ser destruído por Godzilla elas se uniram contra ele.
Não confio na minha memória para detalhes do enredo (nenhum dos acima, ao menos), mas lembro da cena clássica das duas voando enquanto transportavam Godzilla para alto mar e lá o largavam para morrer no oceano.
Pois aparentemente os japoneses não precisam mais temer Godzilla. Em alguns anos talvez tenhamos todo um suprimento de Bathras e Mothras para combatê-lo, como podemos ver nas fotos “antes-e-depois” ai embaixo:

20120814-195617.jpg

Não, elas ainda não estão nascendo gigantes, mas pesquisas indicam que o material genético foi substancialmente alterado… Não acredita? Clica aqui.

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Motorista da lotada veio ouvindo o jornal da manhã da Record. A matéria principal era a morte do traficante Matemático, noticiada nesse final de semana como uma grande vitória/conquista das forças estatais contra o crime.

Justiça seja feita, seja por demagogia ou por convicção pessoal, o Beltrame não foi à mídia comemorar essa morte. Porque quando a sociedade chega ao ponto de precisar comemorar mortes – seja de quem for – é porque tem algo muito MUITO errado. E eu agradeço quando isso não é feito.

Não foi a mesma opinião da senhorinha na lotada, que exclamou um “Graças a Deus!” paradoxal e chocante, seguido por comentários sobre o absurdo que era alguém (mesmo os filhos!) ficar triste com a morte dele.

E foi nesse clima que eu saquei meu celular, entrei no youtube, coloquei os fones de ouvido e cantei essa que é nossa música de 2a.

Uma 2a nublada, cinzenta, fria. Como a alma aparentemente sem piedade da senhorinha na lotada. E friso o “aparentemente”. Vai saber? Ela pode ter sido vítima da mesma violência que ele praticava.

Organizei os versos (e a pontuação) do jeito que eu ouço essa música, que pode ser ouvida aqui (via Grooveshark).

Numa cidade muito longe (Marcelo D2 e Leandro Sapucahy)

[É isso aí D2…o momento é de caos
A população tá bolada, muito bolada]

[Eu também tô bolado parceiro…]

Numa cidade muito longe
Muito longe daqui
Que tem problemas que parecem
Os problemas daqui
Que tem favelas que parecem
As favelas daqui

Existem homens maus
Sem alma e sem coração
Existem homens da lei
Com determinação
Mas o momento é de caos
Porque a população
Na brincadeira sinistra
De polícia e ladrão
Não sabe ao certo quem é
Quem é herói ou vilão
Não sabe ao certo quem vai
Quem vem na contramão
É.. não sabe ao certo quem é
Quem é herói ou vilão
Não sabe ao certo quem vai
Quem vem na contramão

Porque tem homem mal
Que vira homem bom
Porque tem homem mal
Que vira homem bom
Quando ele compra o remédio
Quando ele banca o feijão
Quando ele tira pra dar
Quando ele dá proteção

Porque tem homem da lei
Que vira homem mal
Porque tem homem da lei
Que vira homem mal
Quando ele vem pra atirar
Quando ele caga no pau
Quando ele vem pra salvar
E sai matando geral

É parceiro..
E aí é que a chapa esquenta
É nessa hora que a gente vê quem é fiel
Mas tanto lá como cá
Ladrão que rouba ladrão
Não tem acerto ou pedido
Errou, errou…
Errou, não tem perdão
Quem fala muito é X-9
E desses a gente tem de montão
Mas o X do problema
Está na corrupção.
Um dia, o bicho pegou
O coro comeu
Polícia e bandido bateram de frente,
E aí meu cumpadi
Aí tu sabe
Aí foi chapa quente, chapa quente…

Bateu de frente
Um bandido e um
Sub-tenente lá do batalhão
Foi tiro de lá e de cá
Balas perdidas no ar
Até que o silêncio gritou
Dois corpos no chão, que azar!
Feridos na mesma ambulância
Uma dor de matar.
Mesmo mantendo a distância
Não deu pra calar

Polícia e bandido trocaram farpas
Farpas que pareciam balas
E o bandido falou:

Você levou tanto dinheiro meu
E agora vem querendo me prender?
Eu te avisei, você não se escondeu!
Deu no que deu
E a gente tá aqui,
Pedindo a Deus pro corpo resistir.
Será que ele tá a fim de ouvir?

Você tem tanta bazuca,
Pistola, fuzil e granada!
Me diz pra que tu
Tem tanta munição?

É que além de vocês
Nós ainda enfrenta
Um outro comando, outra facção
Que só tem alemão sanguinário,
Um bando de otário
Marrento, querendo mandar!
Por isso que eu tô bolado assim.

Eu também tô bolado sim!
É que o Judiciário tá todo comprado
E o Legislativo tá financiado
E o pobre operário
Que joga seu voto no lixo,
Não sei se por raiva
Ou só por capricho,
Coloca a culpa de tudo
Nos homens do camburão!
Eles colocam a culpa de tudo
Na população!

[E o bandido…]
E se eu morrer vem outro em meu lugar.
[Polícia…]
E se eu morrer vão me condecorar.
E se eu morrer será que vão chorar?
E se eu morrer será que vão lembrar?
E se eu morrer… [já era]
E se eu morrer…
E se eu morrer… [foi!]
E se eu morrer…

Chega de ser subjugado
Subtraído, sub-bandido de um sublugar
Subtenente de um subpaís,
Subinfeliz, subinfeliz…..

LaiálaiálaiálaiálaiáLaiálaiá

Subjugado, subtraído,
Sub-bandido de um sublugar,
Subtenente de um subpaís,
Subinfeliz…

Mas essa história
Eu volto a repetir

Aconteceu numa cidade
Muito longe daqui
Numa cidade muito longe
Muito longe daqui
Que tem favelas que parecem
As favelas daqui
Que tem problemas que parecem
Os problemas daqui
Daqui
Daqui
Daqui

É isso aí Sapucahy..
Polícia ou bandido?
Vai saber, né?

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Minha navegação é feita toda em abas. Cada novo link, pula uma aba nova, a ponto de quando eu estou fazendo alguma pesquisa no trabalho a seta de navegação entre abas ficar a toda. E tenho o hábito de não fechâ-las quando irei utilizá-las novamente (como o email e o blog) ou quando preciso compartilhá-las e não tenho tempo.

Descobri hoje que uma aba está aberta há umas boas duas semanas, antes de DaniS entrar de férias. O compartilhamento é necessário, porque as risadas (ao menos as minhas) foram garantidas. E agora eu posso fechar uma das 8 abas. 🙂

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Quem é advogado e trabalha no dia-a-dia com a análise e negociação de contratos deve saber que, quando se trata de contratação internacional, as discussões passam a incluir a escolha do local e da forma de resolução dos conflitos e – também – da lei aplicável.
Pois bem. No Brasil, usando toda a minha esperteza, faço o possível para convencer os gringos que a legislação brasileira é perfeita e cobre todas as lacunas – coisas que só a civil law, com seu positivismo e sua tentativa de exaustão, consegue. E, de quebra, mostrar que nosso Judiciário funciona de forma extraordinária, com velocidade e sabedoria (claro!).
Os gringos – não por tapadez, mas por estranheza – dificilmente aceitam. Puxam a brasa pra sua sardinha (ou a sardinha pra sua brasa?) de forma absoluta, eu reclamo, os chamo de imperialistas, digo que estão tentando colonizar o Brasil, discuto, aponto as falhas na common law, mas nada adianta.
É nessa hora que uma das partes – eu ou eles – sempre sugere a saída salomônica: busquemos uma legislação neutra, um foro neutro e uma forma neutra de resolver os conflitos!

A última parte é tranquila: o melhor jeito de não ficar sujeito aos arbítrios de soberania do Judiciário de qualquer país é escolher a arbitragem. Claro, uma escolha sensata, de uma instituição reconhecida, com notório saber naquela área, que não cobre absurdamente caro, cujo método de cobrança seja razoável para a demanda e o valor da demanda, etc etc etc. Simples!
Existe uma lista mais ou menos pronta na mesa de todo advogado que trabalha com contratação internacional, uma checklist com as instituições reconhecidas, o valor médio da arbitragem, a composição do painel arbitral, dados esses que permitem com maior ou menor certeza a opção pela aparentemente mais adequada. Realmente, simples, direto e objetivo.

Escolher o local de resolução de conflito é um tantinho mais complicado porque, afinal, é a lei desse local que vai reger a possibilidade de você conseguir a chamada “injunctive relief”, buscando assegurar que a arbitragem não vá te deixar na mão (fumus boni iuris e periculum in mora existem de certa forma também em common law, eles também se amarram em latinismos, embora o sotaque deles seja engraçado). Então você analisa: a lei do local X é mais ou menos favorável à essas cautelares? e será que ela vai ser favorável ao pedido de qual parte? Por esse motivo, dificilmente as partes vão gostar de conduzir a arbitragem no quintal do outro – e por esse exato motivo eu tento convencer o outro lado que o Brasil vê com muita tranquilidade a arbitragem: além de ser verdade, nada como estar em casa, falando a sua língua com o árbitro nos intervalos, usando conhecimentos particularizados culturais típicos, na tentativa de desestabilizar psicologicamente a outra parte (pausa para gargalhada maquiavélica).
Simples. Mas menos do que escolher a instituição.

Aí a gente chega na parte mais tensa e, também, mais importante: escolher a lei de regência.
As partes têm autonomia para escolher a lei, mas dependendo da lei que você escolha a operação pode ser considerada nula, inválida, o contrato pode não existir, a sua obrigação pode ser aumentada ou diminuída, você pode estar mais confortável numa sala com ar condicionado ou bem desconfortável respondendo a questionamentos do auditor sem direito a um copo de água (e eu estou falando em auditoria interna, não entrei em méritos de Ministério Público do Trabalho e afins existentes nos diversos países, se for o caso).

Por isso é claro que na hora de escolher a lei você vai, também, tentar mostrar como a sua é bonita, simpática, e como ela atende plenamente e de forma imparcial o interesse de ambas as partes. O fato de ser a lei que você conhece e que o outro nunca viu na vida é um detalhe – afinal, qual a dificuldade em conhecer a legislação civil brasileira? E ele sempre pode contratar um escritório daqui!
Estranhamente esse argumento não cola, independentemente de quem o use – nós ou eles. E aí surge a dificuldade em catar (sim, catar, porque é isso que a gente faz, é um processo tenso, você consegue ver os advogados descabelando-se, livros abertos, navegadores abertos, consultando como determinado país se posiciona) uma legislação aplicável.

De cara matam-se a da outra parte (porque você vai pedir) e a sua (porque a outra parte vai pedir).

Problema é que no Brasil é mais ou menos fácil: nosso federalismo dá certa independência aos estados, mas a União é responsável pela edição e tratamento dos temas polêmicos. Ou seja, só há um Código Civil. Não perca tempo buscando um código civil do estado de São Paulo.

Mas aí eu me deparo com um problema sério: nos Estados Unidos não há nenhum apego às leis (é um laissez-faire judicial chocante para nós, civilistas) e o federalismo permite que, com certa reserva, cada estado atue com independência. Eles acreditam piamente no sistema de precedentes, acreditam que a justiça evolui de acordo com a sociedade, e que, por esse motivo, deveria caber aos juízes interpretar a norma genérica. O comando normativo é o mais genérico possível, e você se prende à interpretação que o Judiciário vem dado aquele comando ao longo do tempo. São livros e livros e livros e tomos e tomos de precedentes, analisando-os, destrinchando-os.

Além disso, para eles o contrato é um acordo financeiro, em nada se relacionando a um cumprimento moral. Obrigação contratual não tem relação com honra, mas com dinheiro (vide Posner e sua teoria de inadimplemento econômico – sendo Posner um juiz da Suprema Corte). Inadimplir o contrato não é uma falha de caráter punível com seppuku, mas quase uma faculdade das partes. Desde que o inadimplemento – óbvio – não seja a falta de pagamento.

E tudo isso dificulta a escolha da lei aplicável, porque quando você negocia com uma empresa norte-americana você não afasta, de cara, a lei de todos os outros estados.

Eu sugeriria jogar essa arbitragem do outro lado do mundo, com lei do outro lado do mundo, 3 árbitros no mínimo, negociação prévia mediada pela instituição. Com alguma sorte, isso vai sair potencialmente tão caro que eles vão gostar de usar a lei brasileira. Mas – claro – não é isso que eu faço. Eu cato a legislação adequada, eu mergulho em livros, eu busco precedentes. E quase sempre continuo com a dúvida se a minha escolha não vai ser a responsável pelo prejuízo. Fosse o Brasil como os Estados Unidos, eu poderia impor nossa lei, nossa minuta, nosso Judiciário. Droga.

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Se não gostar, não leia. 😛

Se gostar e quiser mais, clique aqui.

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O IBOPE existe!!! (E o telefone é 0800-708-5000)
Acabo de responder a uma pesquisa sobre a administração do prefeito.

Mas ontem, voltando do trabalho de metrô, reparei que aqueles percentuais que a maioria considera incorretos sobre as melhorias promovidas pela empresa são oriundos de pesquisa do Ibope. Engraçado, porque segundo o metrô são 12milhões transportados, mas a pesquisa foi feita com 1001 pessoas e uma margem de erro de 3%.

Vai entender estatísticas… Por isso concordei quando o Thiago me contou que 48,3% dos resultados delas são feitos na hora.

(Lembrem-se: para ter credibilidade, um número não pode ser cheio ou múltiplo de 5. Busquem números quebrados. Sempre.)

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Essa veio diretamente de Dani H., durante o almoço de comemoração, digo, despedida do Eduardo “Dudu” Luiz.

Aparentemente, pesquisadores descobriram que o cabelo mais adequado para o mundo corporativo é o cabelo liso. Isso mesmo. Pesquisadores se deram ao trabalho de pesquisar qual o efeito causado pelos diversos tipos de cabelo. [Vai ver estavam na pausa pro café..]

Corte de cabelo revela postura profissional
Cleide Floresta, de Você S/A Segunda-feira, 26 de julho de 2010

SÃO PAULO – O estilo dos cabelos revela muito sobre a personalidade das pessoas, podendo determinar a postura de um profissional dentro de seu emprego.

A afirmação é do artista plástico Philip Hallawell, de São Paulo, autor do livro Visagismo Integrado: Identidade, Estilo e Beleza (Ed. Senac SP).

O segredo, diz ele, está nas linhas que compõem o corte — retas, inclinadas ou curvas —, que definem uma imagem pessoal. “Cortes retos estão ligados a determinação e liderança, linhas inclinadas são associadas à criatividade, e as curvas são de suavidade, indicadas para médicos e enfermeiras”, afirma Philip.

Quanto ao comprimento, ele aconselha: no mundo corporativo, os fios longos devem ser evitados ou presos. “O cabelo longo é sinal de sensualidade. Prender demonstra comprometimento”, diz.

A consultora da Ricardo Xavier, Neli Barboza, sugere que os funcionários tentem se alinhar ao perfil de cada empresa. Se o ambiente for formal, assim deve ser a aparência do funcionário.

Hein?

Mas você que tem medo de seu empregador implementar essa nova e extraordinária política de RH escolha-seu-funcionário-pelo-tipo-de-cabelo, e tem medo de perder o emprego/cargo, passando a ser escondido naquela baia mais escura e distante por ter cachinhos espalhados pela cabeça, pode seguir as dicas abaixo, retiradas da mesma reportagem. Meninas e meninos também!

OS CORTES MASCULINOS
Tradicional
Cortes retos e curtos são ideais para homens de negócio que ocupam cargos de alta gerência, como Roberto Justus. Pode-se usar gel ou pomada modelando para trás, criando um aspecto molhado ou um topete. Exige uma passada mensal no salão.

Casual
Cortes irregulares denotam dinamismo de empreendedores e publicitários. Podem ser modelados com pomadas. Corte a cada dois meses. “Esse homem tem o cabelo bem cortado, tipo Brad Pitt e George Clooney”, diz o cabeleireiro Marco Antonio Di Biaggi.

Criativo
Mais espetados ou cacheados, usados ao natural, como os do ator Eriberto Leão. Os fios mais longos devem chegar ao máximo até a nuca. “Evite exageros, porque quem tem contato com clientes deve ter boa aparência”, diz Ligia Marques, consultora de etiqueta.

OS CORTES FEMININOS
Tradicional
Comprimento no máximo na altura dos ombros, misturando linhas retas e curvas. Marco Antonio indica o uso de chapinha para manter o cabelo alinhado, visitas semanais ao salão para fazer escova e corte a cada 45 dias. “O ideal é o chanel, à la Kate Holmes, levemente repicado.”

Casual
Frente repicada abaixo do queixo e os fios mais longos modelados com escova, como o look da atriz Jennifer Aniston, dona de um corte popular em salões. Curtos bem repicados e com pontas irregulares demonstram iniciativa. Aspecto mais natural. Cortar a cada dois meses.

Criativo
Estilo mais ousado com cortes e cores, cachos mais soltos e até o black power. O estilo Kate Moss, com um visual propositadamente largado, é o eleito de Marco Antonio: repicado com pontas mais desarrumadas. A manutenção do corte depende do estilo, mas varia de dois a três meses.

Chapinha? Escova? Corte repicado? Chanel à-la Kate Holmes??? Cada uma que me aparece…
(Mas a gente bem que falou pro André começar a usar pomada no cabelo…)

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