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Archive for the ‘Dicas importantes’ Category

Contextualização

O filme “O terminal” conta a história de um sujeito que passa um bom tempo em um aeroporto, impossibilitado de entrar nos EUA e de voltar a seu país dada a situação política crítica do mesmo, em plena guerra civil. Ou algo parecido.

Esse filme, porém, ilustra de forma bem adequada uma característica desconhecida de algumas áreas dos aeroportos: elas são zona neutra, não pertencendo ao país onde se localizam fisicamente.

É nessas áreas que ficam os passageiros antes de terem sua entrada no país autorizada. Somente após conseguir os carimbos necessários, pegar as malas e ultrapassar uma determinada porta/pessoa/balcão é que o indivíduo em questão pode respirar aliviado e começar a curtir as férias ou a viagem.

Nos EUA esse momento se divide em dois: imigração e alfândega. Primeiro carimbam seu passaporte e nele grampeiam a ficha com seus dados de entrada (não a perca! ela deve ser devolvida quando você sair do país!) e depois um cidadão pega outra ficha sua e te libera junto com suas malas. Fique retido em qualquer desses pontos e sua entrada no país estará ameaçada.

A história

Viagem pros EUA é cansativa, principalmente porque a depender do local pra onde você vá a conexão será necessária. No momento da conexão é feita a imigração, ou seja, quem já foi alguma vez pra lá ou conhece alguém que já foi sabe que deve deixar ao menos 3h entre a chegada da primeira perna e a saída da segunda, pra não correr riscos.

O problema é a fila. A imigação caracteriza-se pela formação de uma fila de pessoas (normalmente todas as que estavam no voo com você), passaporte em mãos, caras amassadas, crianças correndo e um ar de consternação que você encontra em poucos lugares. Todos sisudos e compenetrados, afinal a imigração dos EUA é conhecida por ser rigorosa e não muito “amiguinha” (embora extremamente profissional).

Além disso, chegar nos EUA significa submeter-se a questionários sobre o que você vai fazer, onde, com que, por quanto tempo, e respostas evasivas, engraçadinhas ou sumariamente equivocadas podem resultar em negativa de entrada. Você compra a passagem e consegue o visto, mas o país se reserva o direito de olhar pra você, ouvir sua história e dizer “Nahhh. Hoje não.”. Justo. Reflexo da soberania de uma nação, todo país se reserva esse direito. O Brasil também.

A fila na imigração divide-se em outras tantas mini-filas, cada uma localizada diante de um guichê de atendimento. Isso significa que a pessoa que organiza a “fila-master” te indica para qual mini-fila você deve se encaminhar, perguntando inclusive se você está com sua família para que possam todos ser atendidos juntos. E eu estava lá, já depois da minha mini-fila, tranquilamente, apresentando os papéis e explicando que viajava com meu namorado, observando com o canto do olho uma indivídua que pulava de mini-fila em mini-fila, na esperança que uma andasse mais rápido.

Não se passaram nem 10s do meu pensamento sobre a falta de noção da indivídua em questão e a oficial que me atendia (uma afro-americana de cerca de 35 anos, ligeiramente acima do peso e cara de quem queria estar fazendo qualquer outra coisa) berrou:

– A senhora está em qual fila? Nessa ou naquela?

Pega de surpresa, a indivídua argumentou estar com a família. Mas sua atitude foi arrogante, seguida por novos berros:

– A senhora pode então por favor se decidir?

– (…)

Silêncio da indivídua. Novos berros.

– E então? Essa ou aquela?

– Essa.

Eu já estava concluindo pela negativa de minha entrada e de namorado – o próximo da fila – quando ela suavizou a expressão de uma forma chocante, desculpou-se e justificou sua irritação. Ao final, minha análise foi concluída e minha entrada aprovada, não antes de eu ouvir uma piadinha sobre o namorado e um comentário adicional sobre a indivídua da fila:

– Depois de ver a documentação do seu namorado, eu irei beeem devagar com as demais, só pra irritá-la. Ela vai acabar arrumando ideia de eu mandar a mala deles pra agricultura vistoriar.

Conclusão: faça o que você fizer, esteja cansado o quanto estiver, não irrite a mocinha do carimbo. No mínimo você perde o avião da conexão. No máximo, você passa horas sendo entrevistado e retorna ao seu país, sem visto. Ou repete o enredo de “O terminal” e fica por lá mesmo.

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Hoje eu precisei enviar um email do trabalho falando sobre uma audioconferência realizada à tarde. Comecei a escrever e rolou a dúvida: audio-conferência ou audioconferência? com ou sem hífen? Não sabia responder.

Consultei os universitários aqui da mini-família e, embora nenhum deles soubesse e alguns questionassem meu interesse em saber a grafia adequada, um apresentou uma informação útil: consultar o decreto.

Daí nova dúvida surgiu: qual decreto? O decreto da língua portuguesa, oras! Mas qual o número dele? Com o argumento de busca dos mais bizarros ( “decreto da lingua portuguesa”), Google (sempre ele!) fez surgiu o Decreto nº 6583/08, que promulgou o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa em 16/12/1990.

Ahh o Google...

[Pausa para observações cronológicas.

1- O Acordo Ortográfico foi celebrado pelos países nele mencionados (Brasil inclusive) em Lisboa, em dezembro de 1990.

2- Em abril  de 1995, o Congresso Nacional aprovou o Acordo em questão, e o isntrumento de ratificação foi depositado em 1996.

3- Em 2007 o Acordo entrou em vigor em âmbito internacional.

4- Em 2008 foi editado o Decreto em questão.

Primeira conclusão: se você for escrever uma carta ou email para Portugal com uma mega-idéia sobre uma nova infra-estrutura para estudar os efeitos das microondas, já desde 2007 você deveria estar escrevendo sobre uma megaideia sobre uma nova infraestrutura para estudar os efeitos das micro-ondas.]

Então esse decreto (a exemplo do clássico 2745/98) possui apenas 04 artigos (um dos quais tratando a vacatio legis e outro modulando seus efeitos) e um anexo GIGANTESCO. O anexo é o Acordo.

Comecei a ler. Alfabeto com 26 letras, regras sobre o uso do k, do w e do y; “h” inicial e final; homofonia de alguns grafemas consonânticos, sequências consonânticas; vogais átonas, vogais nasais, ditongos; acentuação de oxítonas, de paraxítonas, “i” e “u” tônicos em oxítonas e paroxítonas, proparoxítonas, acento grave; trema; hífen. Hífen.

Existem inúmeras (e enormes) regras sobre o emprego (ou não) do hífen, cada uma com suas exceções. Logo, ou você decora, ou você decora (se escrever errado não for uma opção e você não tiver o corretor ortográfico adequado instalado em seu computador). Ah, hífen, esse malandro!

A primeira delas fala sobre seu uso em “compostos, locuções e encadeamentos vocabulares”. Segundo o Acordo, guarda-roupa ainda tem hífen (provavelmente pra ele continuar sendo usado para pendurarmos os cabides. Ahn? Ahn?) e Trás-os-Montes também. O primeiro por tratar-se de palavra composta por justaposição cujos elementos possuem significado autônomo. O último por tratar-se de topônimo cujos elementos estão ligados por artigos.

Logo, quanto aos topônimos compostos, os que não tiverem seus elementos ligados por artigo nem tiverem como um de seus elementos uma variação verbal ou o termo grão/grã não terão hífen. O Acordo cita, como exemplos, América do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde, Freixo de Espada à Cinta etc.

Daí eu parei. Voltei um tantinho assim na leitura só pra conferir. Sim, o Acordo falava em Freixo de Espada à Cinta. Um lugar? Ou uma piada, para ver se os representantes dos países estavam atentos? Desconfiei e fui ao Google.

Freixo de Espada à Cinta. Um município português, na divisa entre Portugal e Espanha, com cerca de 4.100 habitantes, segundo a Wikipedia. Lendas variam sobre seu nome, mas achei o brasão bem sugestivo:

 

Tudo isso porque eu precisava saber se audioconferência era com ou sem hífen. E não, não tem hífen, porque segundo o Acordo, trata-se de formação por prefixação com uso de elemento não autônomo não prevista nas hipóteses de hifenização. 😉

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Açafrão, magenta, papaya, carbono, uva. Ou laranja, rosa, coral, cinza, roxo?

Acho a cartola de cores masculina bem mais simples. 16 cores. No maximo a cada cor acrescenta-se o termo “claro” ou “escuro”.
Mas quando um estilista diria que a pessoa veste cinza e rosa? Nada! É um look carbono e magenta. Chic. 😉

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Então todo mundo já sabe que eu tenho problemas com meu sofá atual. O coitado já completou 4 anos e está em um estado lastimável. Tanto que eu propus a Rimã (pra quem não sabe, é assim que eu me refiro a minha irmã) a doação do sofá dela assim que o novo que eles compraram chegar.

Mas… (e aí entra a internet e o compartilhamento de conteúdo, sobre o qual falei ontem) estou virando adepta de sites de decoração. E achei no fofíssimo d♥ a solução para os meus problemas.

Tudo começa com uma tábua e rodinhas. Essa é a base. Obviamente, rodinhas com freios, pro sofá não ficar passeando pela casa.

Pretendo esconder um tantinho mais as rodas...

 

E aí, por cima de tudo, teremos o “pillow mattress”, fazendo as vezes de almofadas.

Parece confortável, né?

A idéia é fazer dois dele, pra ficar mais fofinho. Sem contar que meu atual sofá tem uns bons 2,3m de comprimento. O bom é que vai ficar na altura exata da minha estante de TV, e eu não precisarei mais ficar escorregando no sofá pra não ficar com dor no pescoço. E – ponto alto do projeto – não quebrarem a cabeça pensando em como subir o sofá de Rimã para o meu apartamento depois de descê-lo do apartamento dela e colocá-lo sei lá em qual meio de transporte para andar 4 quarteirões.

O ruim é que eu não poderei me jogar no sofá, porque né? Madeira…

 

Posto fotos assim que implementar o projeto! Mas já percebi que esse sofá tornará necessária uma mudança radical na arrumação da sala, com a saída do buffet (snif) ou pelo menos sua ida para outra parede. Senão ele vai ser afogado pelos outros móveis.

E já aviso namorado que precisarei da ajuda dele na Léo Madeiras pra comprar a prancha! 😉

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Quando eu tinha cerca de 14 anos, meu afilhado Leonardo nasceu. Antes do tempo. Lembro que como morávamos perto dos pais dele (o pai dele é irmão de mamãe), acabávamos ficando bastante tempo por la. Mesmo quando eles se mudaram a gente passava bastante tempo juntos. Comum, considerando que ele era o primeiro bebe na família que me deixavam segurar com um tiquinho menos de medo de eu deixa-lo cair no chão.
Fato é que essa proximidade nos fez participar do dia a dia do Leo e uma das coisas pelas quais ele foi apaixonado até uns 5 anos foi “O rei leao”. Sim, a animação da Disney, com Mufasa, Simba e companhia.
Como resultado, uma vez por final de semana víamos a abertura do desenho (com aquele nascer do sol lindo, aquelas variações de cores e o leaozinho sendo erguido, após a maratona de animais chegando pra vê-lo). Acostumar-se com o clima, as musicas e os personagens foi fácil. E eu precisei ir pra Las Vegas pra saber como isso tinha se tornado um pedaço da minha vida.

Pra quem nao sabe, a empregadora tem um programa de estudos que inclui 15 dias nos EUA. Um final de semana para gastar, matéria em dia, estudos ok, partimos pra Vegas.

A duvida era sobre qual show assistir. Qual dentre os tantos shows do Cirque du soleil. Mas uma das meninas informou que iria ver O rei leao e que era a montagem da Broadway.

Nao sei o que me deu – eu nao tinha tanta intimidade com ela, nao saberia o que falar, nao sabia se iria me arrepender depois, o ingresso era VIP e caro. Mas, em homenagem ao meu afilhado e a minha tão distante infância, fui.

E chorei. Muito. Tanto a ponto de sentir vergonha de mim mesma. Chorei porque eles reproduziram a sensação magica de nascer do sol, chorei porque os animais entraram ao nosso lado, pela platéia, para saudar o leaozinho. Chorei porque o figurino nao tentou imitar pelos de animais. Chorei porque acho a musicalidade africana linda. Chorei porque o cenário estava espetacular. E a cada música eu chorava e lembrava da época em que eu entrava pela tv e me envolvia com a história só de olhar meu afilhado triste com a morte do Mufasa. Chorava e ria simultaneamente, secando as lagrimas e tentando consolar Alexandra que ao meu lado também chorava copiosamente, talvez por motivos semelhantes.

O show me transportou pra uma época que eu imaginava perdida. Foi libertador reconhecer-me errada e perceber que eu vou poder fazer isso tudo de novo, outras vezes. Começando pela Quinha, que, com 11 meses, nao sabe ainda que Simba é o novo rei leao. 🙂

E fica a dica: podendo ver, façam-no. A nao ser que vocês nao tenham coração.

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Acordei absurdamente cedo hoje e, à moda de Pavlov, peguei o celular pra ver meus emails (sim, eu sou viciada a esse ponto). Um deles chamou minha atenção: o comentário de um desconhecido em um post meu. Vamos admitir: por melhor que eu escreva e por mais espirituosos que alguns textos meus sejam, não sou exatamente um Veríssimo, meus textos não se propagam à velocidade da luz, pelo contrário, ficam ancorados aos conhecimentos particularizados que impregnam a maioria deles. Vocês entendem, então, porque eu estranhei mais um comentário de alguém desconhecido e – pior – em um post antigo que nada teria a despertar interesse, ao contrário do post sobre a função fática e aquele famoso sobre Kelsen e sua pirâmide.

Pra minha surpresa, o comentário em questão falava que o post “Indiferença” havia sido kibado.

[kibar, v. t. d.
Neologismo, utilizado na Internet.
1. assumir a autoria de obra alheia, não dando os devidos créditos ao verdadeiro escritor; plagiar.
2. copiar obra alheia, atribuindo os créditos, porém sem solicitar autorização.]

Pausa para você processar a informação. Sim, o meu post humilde, pequeno, de poucas palavras (mais precisamente 120 palavras, totalizando 722 caracteres), repleeeeeto de conhecimentos particularizados, havia sido copiado por alguém. De dentro do meu cérebro ainda sonolento, veio a gigantesca interrogação: “Ahhh neguinho tá de sacanagem com a minha cara, né?”

[Ressalto que minha ascendência me permite utilizar a palavra “neguinho” sem caracterizar crime de racismo. Prossigamos.]

Todo leitor desse blog sabe – ou desconfia – que eu sou advogada. O detalhe que poucos devem saber é que a área que eu trabalho cuida de dois assuntos específicos: TIC (Tecnologia da Informação e Telecomunicações) e Direito Digital. Isso me dá uma ideia relativamente boa do que pode acontecer com quem dá uma de espertinho e resolve copiar o texto alheio, mesmo na internet, essa aparente terra de Marlboro. Meu lado advogada aflorou, tomei o caso como pessoal e intransferível, liguei meu notebook, estalei os dedos e, às 6h30 da manhã, com o cérebro mais que acordado, comecei o processo.

1- Descartando possíveis coincidências
A primeira coisa a fazer é descartar qualquer hipótese – por mínima que exista – de ser uma grande coincidência do destino. Existem alguns casos na ciência de pessoas que tiveram a mesma ideia mais ou menos ao mesmo tempo, com a diferença de dias. A teoria dos memes tenta explicar esse fenômeno. Só que essa teoria explicaria apenas o uso do mesmo tema central.

Tá na dúvida? Então leia o meu post aí em cima linkado. Leu? Agora leia de novo:

Coincidência não explicaria o texto idêntico. Nem o uso do mesmo título.

2- Avaliando o inimigo
(Vamos chamar de inimigo por falta de termo melhor mesmo)
Coincidência afastada, a pessoa poderia, em algum lugar, ter feito alguma menção à minha pessoa. Ela poderia, por exemplo, ter colocado antes do post, depois do post e até mesmo – ó, infâmia, teu nome é João e tu não tens braços! – no comentário de seu próprio post, o disclaimer que abaixo eu sugiro, do alto de minha humildade:

“Li esse post no (…) e achei que combina muito bem com a situação da minha amiga [nome-da-pessoa], por isso estou transcrevendo aqui. Recomendo o blog. A autora é gente boa, simpática, muito inteligente e engraçada. Acabei de elegê-la meu modelo e vou me inspirar em sua história para criar meus passos futuros.”

Nada! Nada de elogio, nada de agradecimento, nada de nomeação à autoria.
Hum. Nomeação à autoria. Expressão muito importante, essa. Tão importante que foi incluída em texto de lei:

Art. 12. Para se identificar como autor, poderá o criador da obra literária, artística ou científica usar de seu nome civil, completo ou abreviado até por suas iniciais, de pseudônimo ou qualquer outro sinal convencional.

Art. 13. Considera-se autor da obra intelectual, não havendo prova em contrário, aquele que, por uma das modalidades de identificação referidas no artigo anterior, tiver, em conformidade com o uso, indicada ou anunciada essa qualidade na sua utilização.

Aí vocês vão pensar “Ah então qualquer um que se alegar autor vai ser autor!”. Ledo engano, meus caros. Só há um autor (exceto no caso de co-autoria – duh!). Isso é tão importante que a conduta contrária foi tipificada no Código Penal:

Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos:
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.

Poxa, mas vai ver ela simplesmente esqueceu de falar que a autora do textículo de parcas 120 palavras não era ela! Afinal, Sarita, má-fé não se presume, disse o anjinho no meu ombro direito (ou esquerdo?).

De fato. Má-fé se comprova, e foi o que o inimigo fez ao lançar seu nome no final do texto. Ele não só náo me elogiou, não me agradeceu, não me citou como ainda fez questão de colocar lá embaixo seu nominho! No melhor estilo “foi eu”. Coisa feia para um profissional da área de comunicação, né? Coisa feia para um profissional da área de comunicação que é servidor público, né? Coisa feia para um profissional da área da comunicação que estava fazendo isso aparentemente em horário de trabalho, né? (Ah, sim, esqueci de esclarecer que minha pesquisa não se limitou ao blog. Eu basicamente vasculhei os rastros deixados pela criatura na internet e mais não fiz porque não houve necessidade. Cuidado com os lugares onde vocês deixam seus endereços, crianças.) Mas nem minha #vergonhaalheiaEXTREME me impediu de sorrir. Aquele sorriso do qual só os advogados são capazes.

3- Medidas primeiras
O Digital Millenium Copyright Act (ou DMCA) foi um marco na blogsfera quando previu as ferramentas de que as partes poderiam se valer para proteger suas criações internéticas, seus blogs, flogs, vlogs. Proteger em todos os sentidos: proteger contra a censura, proteger contra atos arbitrários e proteger contra a cópia indevida.
E é o DMCA que é invocado por Google, Facebook, Orkut etc sempre que você – sim, você – quiser alegar que alguém tascou sua foto bêbado naquela festa siniiixtra sem a sua autorização, violando seu direito à imagem. Ou, claro, quando você descobrir que sua obra prima da literatura foi copiada por um desocupado.
Por isso abre-se a janelinha mais-ou-menos igual, onde você digita seu nominho, seu email, cola o linque onde está a violação, defende sua obra (comprova que ela é sua, cara pálida!) e… aguarda.

No meu caso, o inimigo havia publicado no blogger (by Google) e no Facebook. Que fiz eu? Ainda sorrindo, preenchi ambos os formulários, colando o linque da criatura e colando o meu linque. Eles nem precisariam saber português – bastava mandar qualquer ferramenta comparar os textos e, identificada a absoluta igualdade entre eles, dar uma olhada rápida na data de publicação. Melhor ainda, eles nem precisariam olhar a data toda, bastaria verificar o ano.

Como sou boazinha, fiz isso em inglês. Dar uma força pra eles, explicando na língua-mãe deles pra aumentar a dose de boa vontade para com meu caso. Enviei e esperei. Como já eram 7h30, levantei-me, tomei café e fui acompanhar os últimos acontecimentos no Japão. (Sim, eu confio a esse ponto no DMCA e nos formulários dos sites.)

4- Resultados preliminares
Essa eu vou apresentar com imagens, algo bem ilustrado para facilitar a compreensão. Peço desculpas antecipadas por não poder apresentar o “antes” de cada página. Google e Facebook foram tão eficientes que, quando cheguei em casa, elas não existiam mais. 😦
(Eu sei, André, amadorismo de minha parte não ter salvado. Vai ver eu não confiava tanto assim no DMCA…)

4.1- Facebook

A gente pede:

Eles respondem:

E a página some:

4.2- Blogger

A gente pede:

Eles respondem com algo como “ó, leva a mal não mas eu tô cheio de coisa pra fazer e não vou aceitar qualquer mimimi seu; se eu achar que você tem razão, tiro do ar; se não, recomendo que você vá chorar no colo da sua mãe; nada pessoal, valeu?”:

Mesmo assim, a página some:

(O que justifica porque eu coloquei o cache do google lá em cima, ao invés de linkar pro blog da pessoa.)
(Aliás, eu não sei se a página sumiu porque o Google resolveu fazê-la sumir ou se a senhorinha dela dona resolveu apagá-la depois de ser devidamente notificada pelo Facebook. Enfim, vamos presumir que tenha sido a segunda opção, num rompante de boa vontade minha para com ela. Porque né, se a má-fé não se presume, a falta de noção precisa ter um limite! E com certeza o limite foi a notificação do Facebook. 3x Glória, Jesus!)

5- Considerações finais
Não me venham com essa de “poxa, mas foi um elogio, ela gostou do seu post e foi a forma de homenagear..”.
Forma infeliz. Não, obrigada. Prefiro ser homenageada por meu chefe quando elogia meu trabalho e acrescenta que eu tenho problemas com próclise e ênclise do que dessa forma.
Por isso, inclusive, eu fiz uma pequena alteração nos termos de uso desse blogue. Achei que o respeito à legislação aplicável no que tange aos direitos de autor enquanto pessoa humana (foi boa essa, hein, Eduardinho?) estivesse implícito, dado que ninguém pode alegar desconhecimento da lei. Aparentemente eu estava errada. Então, só pra não haver dúvida:

A autora desse blog sou eu. Tudo que aqui tiver sido escrito e que for de minha autoria (quando não for, haverá a devida identificação) e não estiver em domínio público terá direitos reservados. Meus direitos. As exceções estão previstas na Lei de Direitos Autorais. (Vai lá ler, Cláudia.) Quer copiar porque achou legal? Ótimo, mas copie o link e meu nominho também. Links estão liberados. Ping-backs estão liberados. Se eu quiser criar outras exceções, você saberá.
Quem descumprir esses limites  sofrerá sob o jugo do DMCA e, muito provavelmente, responderá nos termos da legislação em vigor. Porque paciência – assim como dinheiro – não dá em árvore, e oferecer a outra face não é virar saco de pancada.

Isso vale pra senhorinha também que, a essa hora, deve estar se perguntando o que foi que aconteceu com seu lindo post enfeitado com um desenho de coração. Aliás, considerando isso tudo, o cache do Google foi sem a imagem porque, né, não sei se a senhorinha tinha autorização pra usá-la…

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Mamãe demorou bastante pra aprender a usar computador e internet porque nenhum dos filhos tinha paciência. Mas mamãe tem a desculpa de nao usar computador com freqüência, nao ser da geração y e, principalmente, nao precisar da internet pra ter vida social. Computador pra ela é complemento pra mandar e ler emails e ver um ou outro PowerPoint (sim, ela ainda esta nessa fase). Por isso a gente falava “Clica enter” e ela demorava uns bons 15 segundos ate achar a tecla e marreta-la como se ela nao respondesse de outra forma; por isso ela confundia email com site e por isso precisei fazer um tutorial explicando o passo a passo da conexão.
Outras pessoas nao tem a mesma desculpa. Nem com internet, nem com editores de texto ou navegação básica no HD e outras mídias de armazenamento.
Para elas vai esse vídeo, que eu conheci no Byte que eu gosto. Ao autor, meu muito obrigada. Ao @bqeg, idem.

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