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Archive for the ‘Música de 2ª’ Category

Comprei meu primeiro dvd da Roberta Sá (“Pra se ter alegria”) em uma lojinha de aeroporto de Salvador, se não me engano. Na mesma embalagem estavam um livro pra Primeira Afilhada e um outro dvd do Nando Reis. Já tinha ouvido falar nela, mas o dvd terminou ficando na estante até que ela ressurgiu em uma conversa com um amigo (ele, também do Rio Grande do Norte, falou sobre ela no meio de um papo sobre Lenine e o Quanta Ladeira).

Por curiosidade resolvi abrir o dvd e ouvi-lo. Não parei mais. Marido até enjoou (e eu já sei que hoje vou chegar em casa e ouvi-lo de novo).

Essa é a minha música favorita, dentre tantas outras do dvd. Favorita pelos vocais, pelo arranjo, pela letra. Ah, o arranjo de um samba de roda. Dá vontade de sair dançando mundo afora e se Marido nessas horas para pra assistir, Mamãe muito provavelmente dançaria junto (Primeira Afilhada adorava a saia da Roberta Sá rodando.)

Com vocês, Roberta Sá cantando aqui uma música de autoria de seu marido (!) Pedro Luís.

 

Girando na Renda

(Pedro Luís)

É no samba de roda, eu vou
No bababado da saia, eu vejo
A morena girando a renda
É prenda pro seu orixá
Todo fim de semana tem
Gente dos quatro cantos vem
Diz na palma e no verso histórias
De tempos imemoriais

Roda que eu quero ver e é bonito
Canta que eu quero ouvir
Bate o tambor na força do rito
Tudo pra se divertir

Reza quem é de rezar
Brinca aquele que é de brincadeira
Quem é de paz pode se aproximar
Hoje é festa pr’uma noite inteira

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Amigo terminou relacionamento há pouco tempo. [Aliás, estamos em uma onda de términos de relacionamento que eu se fosse vocês me segurava por aí antes de ser levada junto.]

Términos de relacionamento nos fazem retomar os autoquestionamentos filosóficos típicos das tardes de domingo: quem sou? de onde vi? pra onde vou? Chega uma hora que a gente tanto se acostuma com o ajuste fino feito com a cara-metade que não mais se sabe se a gente não come chocolate amargo porque não gosta ou porque a outra pessoa não gosta. Ao término do meu casamento, percebi que eu comia bem menos carne por causa de ex-marido vegetariano, pra não ter que cozinhar dois pratos, mas identificar o motivador levou uns bons 3 meses – quando então eu me libertei, comprei uns filés e fiz na chapa pra acompanhar batatas assadas com alecrim [nham!].

É uma fase de redescoberta, de reconhecimento, de reconstrução. Você tem que avaliar tudo que acrescentou e que deixou de lado em função do relacionamento – não pra voltar ao status quo ante, mas pra ver que alterações feitas em função da outra pessoa devem ser incorporadas permanentemente. E esse trabalho é cansativo, complicado, doloroso, cheio de lembranças, de saudade, de mágoa, mas deve ser feito. E sozinho.

Daí que amigo comentou precisar ficar sozinho, aprender a ficar sozinho. No meio tempo, acho [eu acho, ele não falou isso] que ele vai praticar a máxima “solteiro sempre, sozinho nunca”.

Com vocês, Roberta Sá.

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Cicatrizes

Amor que nunca cicatriza
Ao menos ameniza a dor
Que a vida não amenizou
Que a vida a dor domina
Arrasa e arruína
Depois passa por cima a dor
Em busca de outro amor
Acho que estou pedindo uma coisa normal
Felicidade é um bem natural
Uma, qualquer uma
Que pelo menos dure enquanto é carnaval
Apenas uma
Qualquer uma
Não faça bem
Mas que também não faça mal
Meu coração precisa
Ao menos ameniza a dor
Que a vida não amenizou
Que a vida dor domina
Arrasa e arruína
Depois passa por cima a dor
Em busca de outro amor
Acho que estou pedindo uma coisa normal
Felicidade é um bem natural
Uma, qualquer uma
Que pelo menos dure enquanto é carnaval
Apenas uma
Qualquer uma
Não faça bem
Mas que também não faça mal…

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[Ok, ok. Eu sei que a música é de 2a e hoje é 3a, mas eu não podia perder o gancho.]

Stevie Wonder deve fazer show no Rio no final do ano, um daqueles megaeventos nas festas (Natal, provavelmente) que lotam a praia e transformam a vida de quem mora em Copacabana e arredores em um caos. Mas é o Stevie Wonder. O cara que compõe músicas como a que hoje ilustra esse blog.

Música aqui, video logo embaixo e as letras em sequência. Com vocês, Overjoyed.

Overjoyed (Stevie Wonder)

Over time
I’ve been building my castle of love
Just for two
Though you never knew you were my reason

I”ve gone much too far for you now to say
That I’ve got to throw my castle away

Over dreams
I have picked out a perfect come true
Though you never knew it was of you I’ve been dreaming

The sandman has come from too far away
For you to say “Come back some other day”

And though you don’t believe that they do
They do come true
For did my dreams
Come true when I looked at you
And maybe too if you would believe
You too might be
Overjoyed
Over love
Over me

Over hearts
I have painfully turned every stone
Just to find I have found what I’ve searched to discover

I come much too far for me now to find
The love that I sought can never be mine

And though you don’t believe that they do
They do come true
For did my dreams
Come true when I looked at you
And maybe too if you would believe
You too might be
Overjoyed
Over love
Over me

And though the odds say “Improbable!”
What do they know?
For in romance
All true love needs is a chance
And maybe with a chance you will find
You too like I
Overjoyed
Over love
Over you

Over you

===

UPDATE: Grooveshark fora do ar por enquanto. Assim que ele retornar, incluo o link pro áudio.

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Então falta uma semana pras minhas férias e eu – obviamente – estou enroladíssima no trabalho, com tudo acontecendo simultaneamente. Para resolver esse problema, não há muito a fazer, exceto trabalhar loucamente, torcer pro dia criar algumas 4 horas a mais e ouvir música.

Costumo ouvir música enquanto trabalho, principalmente quando preciso de um surto criativo pra conseguir traduzir do juridiquês pra uma língua que um engenheiro de telecomunicações entenda (cunhado haveria de concordar ser um trabalho ingrato esse).

Pois como eu percebi que ouvir músicas que eu gosto acabava por me desconcentrar (“Eu não quero mais mentir / Usar espinhos que só causam dor. / Eu não enxergo mais o inferno que me atrai-iu. / Dos cegos do castelo me despeço e voooooou / A pé até encontrar / Um caminho um lugar / Pro que eu sou” é uma das que estão na minha playlist de favoritas…) porque eu invariavelmente cantava, resolvi ouvir a rádio de músicas clássicas. Mais simples. E mais eficiente.

Hoje, no início do desespero pré-férias, a rádio me veio com essa:

Cês tão vendo que não sou eu, né? É a rádio, Brasil!

Mas aí eu fiquei curiosa em ler a letra e fui pesquisar a história dessa música. Achei um post bem interessante em um site que a tratou como uma das 6 músicas clássicas que significam o oposto do que pensamos, nos seguintes termos:

Porque você conhece: Quem dera um casamento no qual não tocasse essa música. Já foi tocada de todas as maneiras, desde órgãos a orquestras completas conforme a noiva caminha até o altar. Quando você ouve tal melodia, já sabe que a noiva está para aparecer, provavelmente toda vestida de branco.

O contexto original: Assassinato em massa. A música vem da ópera “Lohengrin”, na qual o “Bridal Chorus” é na verdade cantado para a heroína Elsa e seu novo marido, Lohengrin, por suas damas de honra após o casamento, não antes! As pessoas trocam as coisas, fazer o quê. Ah, e depois dessa canção, Lohengrin assassina cinco convidados do casamento, e larga Elsa.

Peraí: Lohengrin não é uma ópera alegre, como você provavelmente adivinhou. O casamento dura duas canções. Depois que o machão assassino abandona Elsa (e por ser uma ópera), ela morre de tristeza. Assim, a música de órgão que se ouve em todos os casamentos hoje em dia é menos festiva e mais sinistra.

Ou seja, além de ser uma música escrita por um dos maiores incentivadores/adoradores do movimento nazista, ainda faz parte de uma ópera trágica ao final da qual a recém-casada morre de desgosto por ser abandonada.


Legal, hein, noivinhas do mundo inteiro?

Prêmio Joinha pra vocês!

***

[Nota da autora: Nada contra as obras de Wagner, assim como nada contra as obras de Kelsen, embora ambos tenham sido (cada um a sua maneira) defensores/legitimadores do nazismo.]

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Nada posso falar sobre a música dessa 2a, exceto que, como disse um carinha nos comentários do video, eu nunca imaginei que uma música pudesse ser bonitinha e macabra ao mesmo tempo.

Essa é uma das poucas músicas que eu acho que se justifica pelo combo letra+audio+video. Pode ser a despretensãoc om que ela canta alguns trechos (a parte da bigorna caindo em cima do cartoon, por exemplo). Fiquei catando uma palavra pra explicar, mas só me veio “ludicrous” à mente. Na falta de outra melhor, embora exista (e eu saiba que sim, pois aprendi em minhas aulas de literatura shakespeariana no curso de inglês, humpf!), fiquem com essa mesma. Ou sugiram outras nos comentários.

Pra quem não pode carregar o video, aí do lado vocês veem a fotinha da senhorita Clarice, que nessa 2a de outono nos brinda (?) com “Uma canção sobre o amor, ah o amor”. Sugestão de @souculpado.

“Uma canção sobre o amor, ah o amor” (Letra e música: Clarice Falcão)

Quando eu te vi fechar a porta eu pensei em me atirar pela janela do 8° andar
Onde a dona Maria mora por que ela me adora e eu sempre posso entrar
Era bem o tempo de você chegar no T olhar no espelho o seu cabelo falar com o seu Zé
E me ver caindo em cima de você como uma bigorna cai em cima de um cartoon

Qualquer e ai, só nos dois no chão frio
De conchinha bem no meio fio
No asfalto riscados de giz
Imagina que cena feliz

Quando os paramédicos chegassem e os bombeiros retirassem nossos corpos do Leblon,
A gente ia para o necrotério ficar brincando de sério deitadinhos no bem-bom.

Cada um feito um picolé
Com a mesma etiqueta no pé
Na autópsia daria pra ver
Como eu só morri por você

Quando eu te vi fechar a porta eu pensei em me atirar pela janela do 8° andar
Invés disso eu dei meia volta e comi uma torta inteira de amora no jantar.

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Motorista da lotada veio ouvindo o jornal da manhã da Record. A matéria principal era a morte do traficante Matemático, noticiada nesse final de semana como uma grande vitória/conquista das forças estatais contra o crime.

Justiça seja feita, seja por demagogia ou por convicção pessoal, o Beltrame não foi à mídia comemorar essa morte. Porque quando a sociedade chega ao ponto de precisar comemorar mortes – seja de quem for – é porque tem algo muito MUITO errado. E eu agradeço quando isso não é feito.

Não foi a mesma opinião da senhorinha na lotada, que exclamou um “Graças a Deus!” paradoxal e chocante, seguido por comentários sobre o absurdo que era alguém (mesmo os filhos!) ficar triste com a morte dele.

E foi nesse clima que eu saquei meu celular, entrei no youtube, coloquei os fones de ouvido e cantei essa que é nossa música de 2a.

Uma 2a nublada, cinzenta, fria. Como a alma aparentemente sem piedade da senhorinha na lotada. E friso o “aparentemente”. Vai saber? Ela pode ter sido vítima da mesma violência que ele praticava.

Organizei os versos (e a pontuação) do jeito que eu ouço essa música, que pode ser ouvida aqui (via Grooveshark).

Numa cidade muito longe (Marcelo D2 e Leandro Sapucahy)

[É isso aí D2…o momento é de caos
A população tá bolada, muito bolada]

[Eu também tô bolado parceiro…]

Numa cidade muito longe
Muito longe daqui
Que tem problemas que parecem
Os problemas daqui
Que tem favelas que parecem
As favelas daqui

Existem homens maus
Sem alma e sem coração
Existem homens da lei
Com determinação
Mas o momento é de caos
Porque a população
Na brincadeira sinistra
De polícia e ladrão
Não sabe ao certo quem é
Quem é herói ou vilão
Não sabe ao certo quem vai
Quem vem na contramão
É.. não sabe ao certo quem é
Quem é herói ou vilão
Não sabe ao certo quem vai
Quem vem na contramão

Porque tem homem mal
Que vira homem bom
Porque tem homem mal
Que vira homem bom
Quando ele compra o remédio
Quando ele banca o feijão
Quando ele tira pra dar
Quando ele dá proteção

Porque tem homem da lei
Que vira homem mal
Porque tem homem da lei
Que vira homem mal
Quando ele vem pra atirar
Quando ele caga no pau
Quando ele vem pra salvar
E sai matando geral

É parceiro..
E aí é que a chapa esquenta
É nessa hora que a gente vê quem é fiel
Mas tanto lá como cá
Ladrão que rouba ladrão
Não tem acerto ou pedido
Errou, errou…
Errou, não tem perdão
Quem fala muito é X-9
E desses a gente tem de montão
Mas o X do problema
Está na corrupção.
Um dia, o bicho pegou
O coro comeu
Polícia e bandido bateram de frente,
E aí meu cumpadi
Aí tu sabe
Aí foi chapa quente, chapa quente…

Bateu de frente
Um bandido e um
Sub-tenente lá do batalhão
Foi tiro de lá e de cá
Balas perdidas no ar
Até que o silêncio gritou
Dois corpos no chão, que azar!
Feridos na mesma ambulância
Uma dor de matar.
Mesmo mantendo a distância
Não deu pra calar

Polícia e bandido trocaram farpas
Farpas que pareciam balas
E o bandido falou:

Você levou tanto dinheiro meu
E agora vem querendo me prender?
Eu te avisei, você não se escondeu!
Deu no que deu
E a gente tá aqui,
Pedindo a Deus pro corpo resistir.
Será que ele tá a fim de ouvir?

Você tem tanta bazuca,
Pistola, fuzil e granada!
Me diz pra que tu
Tem tanta munição?

É que além de vocês
Nós ainda enfrenta
Um outro comando, outra facção
Que só tem alemão sanguinário,
Um bando de otário
Marrento, querendo mandar!
Por isso que eu tô bolado assim.

Eu também tô bolado sim!
É que o Judiciário tá todo comprado
E o Legislativo tá financiado
E o pobre operário
Que joga seu voto no lixo,
Não sei se por raiva
Ou só por capricho,
Coloca a culpa de tudo
Nos homens do camburão!
Eles colocam a culpa de tudo
Na população!

[E o bandido…]
E se eu morrer vem outro em meu lugar.
[Polícia…]
E se eu morrer vão me condecorar.
E se eu morrer será que vão chorar?
E se eu morrer será que vão lembrar?
E se eu morrer… [já era]
E se eu morrer…
E se eu morrer… [foi!]
E se eu morrer…

Chega de ser subjugado
Subtraído, sub-bandido de um sublugar
Subtenente de um subpaís,
Subinfeliz, subinfeliz…..

LaiálaiálaiálaiálaiáLaiálaiá

Subjugado, subtraído,
Sub-bandido de um sublugar,
Subtenente de um subpaís,
Subinfeliz…

Mas essa história
Eu volto a repetir

Aconteceu numa cidade
Muito longe daqui
Numa cidade muito longe
Muito longe daqui
Que tem favelas que parecem
As favelas daqui
Que tem problemas que parecem
Os problemas daqui
Daqui
Daqui
Daqui

É isso aí Sapucahy..
Polícia ou bandido?
Vai saber, né?

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A teoria da perda da chance, surgida na França e adotada inclusive por alguns países de doutrina de common law, diz que o autor do dano responde quando priva alguém de obter uma vantagem ou impede a pessoa de evitar prejuízo. Nesse caso, há uma peculiaridade em relação às outras hipóteses de perdas e danos, pois não se trata de prejuízo direto à vítima, mas de uma probabilidade. Por esse motivo, inclusive, é um dano difícil de ser comprovado.

Em comum com a música aí embaixo essa teoria não tem nada (ou muito pouco). Mas é como uma amigahm adEvogada sugeriu nos referirmos a oportunidades amorosas perdidas quando ainda eram mera probabilidade. A probabilidade de dar certo, a probabilidade de dar errado… Não há como saber.

Então, fica aqui a música que você pode usar quando você passar na rua por aquela antiga possibilidade. Com vocês, Adele.

Someone like you
(Adele)

I heard that you’re settled down
That you found a girl and you’re married now
I heard that your dreams came true
Guess she gave you things, I didn’t give to you

Old friend
Why are you so shy
It ain’t like you to hold back
Or hide from the light

I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn’t stay away, I couldn’t fight it
I hoped you’d see my face and that you’d be reminded
That for me, it isn’t over

Never mind, I’ll find someone like you
I wish nothing but the best for you, too
Don’t forget me, I beg, I remember you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead, yeah

You’d know how the time flies
Only yesterday was the time of our lives
We were born and raised in a summery haze
Bound by the surprise of our glory days

I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn’t stay away, I couldn’t fight it
I hoped you’d see my face and that you’d be reminded
That for me, it isn’t over yet

Never mind, I’ll find someone like you
I wish nothing but the best for you, too
Don’t forget me, I beg, I remember you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead, yeah

Nothing compares, no worries or cares
Regrets and mistakes they’re memories made
Who would have known how bitter-sweet this would taste

Never mind, I’ll find someone like you
I wish nothing but the best for you, too
Don’t forget me, I beg, I remembered you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead

Never mind, I’ll find someone like you
I wish nothing but the best for you, too
Don’t forget me, I beg, I remembered you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead, yeah, yeah

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