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joinha 2013Retomamos o Prêmio Joinha em graaaaande estilo, graças a contribuição de nossa colaboradora Dani S. e da minha, da sua, da nossa deputada estadual Myriam Rios.

Daí que Myriam Rios estava bolada. Boladíssima. Tanto que em 2011 soltou essa pérola:

[O] direito que a babá tem de se manifestar da orientação sexual dela como lésbica, eu tenho como mãe, de não querê-la na minha casa, para ser babá das minhas filhas. Me dá licença? São os mesmo direitos. Com essa PEC, eu vou ter que manter a babá na minha casa, cuidando das minhas meninas, e sabe Deus, se ela inclusive não vai cometer a pedofilia com elas. E eu não vou poder fazer nada. Eu não vou poder demiti-la.

Mas engana-se quem pensa que essa foi sua primeira manifestação em defesa da moral e dos bons costumes. Ela já tinha, como boa legisladora, ciente de sua competência (= atribuição), apresentado um projeto de lei, em junho de 2011, com a seguinte justificativa:

Infelizmente, a sociedade de uma maneira geral vem cada dia mais se desvencilhando dos valores morais, sociais, éticos e espirituais. Valores esses que são de extrema importância para que nossa sociedade caminhe para o crescimento.

Sem esse tipo de valor, tudo é permitido, se perde o conceito do bom e ruim, do certo e errado. Perde-se o critério do que se pode e deve fazer ou o que não se pode. Estamos vivendo em um mundo onde o egoísmo e a ganância são predominante.

Na busca de um mundo melhor o programa, descrito nesse projeto, objetiva formular proposta de ações educativas e sugestivas, direcionadas a criança, jovens e adultos despertando uma grande mudança na sociedade fluminense.

Diante dessa realidade, a criação do programa supracitado, que tem como objetivo principal conscientizar e reinserir valores de suma importância para que possamos construir um futuro melhor, onde haja principalmente respeito pelo próximo.

Sim, sim, deputada. Moral e bons costumes. Reinserir valores morais, sociais, éticos e espirituais. Um programa estimulado pelo Estado, para acabar com o egoísmo e a ganância e o capitalismo e o fascismo e o que mais mesmo que tá na moda no discurso? [Eu sou da época do FORA COLLOR FORA FMI FORA FHC SIM À MORATÓRIA… Estou desatualizada…]

Você está preocupado com a decadência da sociedade? Teme pelo futuro dos seus filhos? Acha que o estado brasileiro possui valores incompatíveis com a moral e os bons costumes? Tem percebido uma queda nos padrões sociais e acha que cabe ao Estado intervir? Pois não tema! É para você a Lei estadual nº 6394/13, devidamente sancionada pelo Governador e que parece ter feito o secretário estadual de Assitência Social e Direitos Humanos engasgar com o cafezinho que tomava…

Com vocês, o “Programa de Resgate de Valores Morais, Sociais, Éticos e Espirituais”. Obrigada a todos os envolvidos e vamos todos acompanhar.

***

Lei Nº 6394 DE 16/01/2013 (Estadual – Rio de Janeiro)

Data D.O.: 17/01/2013

Institui o “Programa de Resgate de Valores Morais, Sociais, Éticos e Espirituais” no ambito do Estado do Rio de Janeiro.

O Governador do Estado do Rio de Janeiro

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º. Fica instituído o “Programa de Resgate de Valores Morais, Sociais, Éticos e Espirituais” no âmbito do Estado Rio de Janeiro.

Parágrafo único. O Programa deverá envolver diretamente a comunidade escolar, a família, lideranças comunitárias, empresas públicas e privadas, meios de comunicação, autoridades locais e estaduais e as organizações não governamentais e comunidades religiosas, por meio de atividades culturais, esportivas, literárias, mídia, entre outras, que visem a reflexão sobre a necessidade da revisão sobre os valores morais, sociais, éticos e espirituais

Art. 2º. O Poder Executivo deverá firmar convênios e parcerias articuladas e significativas, com prefeituras municipais e sociedade civil, no sentido de possibilitar a execução do cumprimento ao disposto nesta Lei, com os seguintes objetivos:

I – promover o resgate da cidadania;

II – fortalecer as relações humanas;

III – valorizar a família, a escola e a comunidade como um todo.

Parágrafo único. Serão desenvolvidas ações essenciais que contribuam para uma convivência saudável entre pessoas, estabelecendo relações de confiança e respeito mutuo, alicerçada em valores éticos, morais, sociais, afetivos e espirituais, como instrumento capaz de prevenir e combater diversas formas de violência.

Art. 3º. O programa disposto no caput do Artigo 1º terá como órgão gestor a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos.

Art. 4º. As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.

Art. 5º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 2013

SÉRGIO CABRAL

Governador

Projeto de Lei nº 573 A/11

Autoria da Deputada: Myrian Rios

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Então falta uma semana pras minhas férias e eu – obviamente – estou enroladíssima no trabalho, com tudo acontecendo simultaneamente. Para resolver esse problema, não há muito a fazer, exceto trabalhar loucamente, torcer pro dia criar algumas 4 horas a mais e ouvir música.

Costumo ouvir música enquanto trabalho, principalmente quando preciso de um surto criativo pra conseguir traduzir do juridiquês pra uma língua que um engenheiro de telecomunicações entenda (cunhado haveria de concordar ser um trabalho ingrato esse).

Pois como eu percebi que ouvir músicas que eu gosto acabava por me desconcentrar (“Eu não quero mais mentir / Usar espinhos que só causam dor. / Eu não enxergo mais o inferno que me atrai-iu. / Dos cegos do castelo me despeço e voooooou / A pé até encontrar / Um caminho um lugar / Pro que eu sou” é uma das que estão na minha playlist de favoritas…) porque eu invariavelmente cantava, resolvi ouvir a rádio de músicas clássicas. Mais simples. E mais eficiente.

Hoje, no início do desespero pré-férias, a rádio me veio com essa:

Cês tão vendo que não sou eu, né? É a rádio, Brasil!

Mas aí eu fiquei curiosa em ler a letra e fui pesquisar a história dessa música. Achei um post bem interessante em um site que a tratou como uma das 6 músicas clássicas que significam o oposto do que pensamos, nos seguintes termos:

Porque você conhece: Quem dera um casamento no qual não tocasse essa música. Já foi tocada de todas as maneiras, desde órgãos a orquestras completas conforme a noiva caminha até o altar. Quando você ouve tal melodia, já sabe que a noiva está para aparecer, provavelmente toda vestida de branco.

O contexto original: Assassinato em massa. A música vem da ópera “Lohengrin”, na qual o “Bridal Chorus” é na verdade cantado para a heroína Elsa e seu novo marido, Lohengrin, por suas damas de honra após o casamento, não antes! As pessoas trocam as coisas, fazer o quê. Ah, e depois dessa canção, Lohengrin assassina cinco convidados do casamento, e larga Elsa.

Peraí: Lohengrin não é uma ópera alegre, como você provavelmente adivinhou. O casamento dura duas canções. Depois que o machão assassino abandona Elsa (e por ser uma ópera), ela morre de tristeza. Assim, a música de órgão que se ouve em todos os casamentos hoje em dia é menos festiva e mais sinistra.

Ou seja, além de ser uma música escrita por um dos maiores incentivadores/adoradores do movimento nazista, ainda faz parte de uma ópera trágica ao final da qual a recém-casada morre de desgosto por ser abandonada.


Legal, hein, noivinhas do mundo inteiro?

Prêmio Joinha pra vocês!

***

[Nota da autora: Nada contra as obras de Wagner, assim como nada contra as obras de Kelsen, embora ambos tenham sido (cada um a sua maneira) defensores/legitimadores do nazismo.]

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Sabe aqueles dias em que você perde a hora, se enrola pra sair de casa, chega tarde no ônibus, pega o trem/metrô cheio, esquece do megaengarrafamento e só lembra quando é tarde demais pra não ir de carro, bem no dia daquela reunião importatíssima que será conduzida por você?

Bate um desespero, né? E você, amigo nerd, só consegue pensar em como seria bom viver em um mundo ou em uma época em que o teletransporte fosse possível.

Pois isso agora é real! E público, disponível a todo cidadão soteropolitano!

Ahhh o governo sempre tentando transformar em realidade o sonho de todos nós. Vale ou não vale o Prêmio Joinha da semana?

Especialíssimo para o dia de hoje, com Capitão James T. Kirk, Spock e Dr. Leonard McCoy.

[Um oferecimento de Pedro (aquele que não comenta aqui), que viu lá no Bobagento.]

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[Musiquinha de plantão da Globo: LIGADA]
Tan-tan-tan tan-tan tan-tan-tan-taaaaan
Tan-tan-tan tan-tan tan-tan-tan-tan
Tan-taaaaaaaaaaaaaaaaan
[Musiquinha de plantão da Globo: DESLIGADA]

PRÊMIO JOINHA – EDIÇÃO ESPECIAL

Nosso Prêmio Joinha de sábado falou sobre o megaevento que foi o casamento de Gracyanne e Belo, no qual você (sim, você!) poderia comparecer participando de uma promoção. Inclusive, o ilustre casal foi premiado por, dessa forma, ter levado a tietagem a um nível totalmente diferente.

Mas não foi só isso. A festa em si foi um evento da melhor qualidade e eu me recuso a aqui escrever sobre ela quando temos um relato tão fiel no Jornal Extra.

Teve Naldo e Moranguinho se agarrando, fãs tentando invadir, manifestação pró-Viviane Araújo, convidado indo a pé por falta de lugar no transporte, funk até o chão… E você pode ler todos os detalhes aqui!

Uma observação:

Pobre Ilha Fiscal…

Só vou fazer um último, porém essencial comentário, destacando um trecho da reportagem em questão:

“Outro ponto de estresse da celebração foi quando as fãs do cantor, sorteadas para assistirem à cerimônia religiosa, ficaram sabendo, ali na hora, que o convite não lhes dava o direito de entrar na festa.”

Ou seja, as indivíduas pagaram o King-Kong, o rei de todos os micos, informando a meio mundo no twitter que estavam concorrendo à promoção e que queriam participar do megaevento para, depois, descobrirem que a promoção em questão apenas garantia a presença na celebração do casamento.
O problema? Simples, meus caros, e trazido pelo Código Civil (lembram dele?):

“Art. 1.534. A solenidade realizar-se-á na sede do cartório, com toda publicidade, a portas abertas, presentes pelo menos duas testemunhas, parentes ou não dos contraentes, ou, querendo as partes e consentindo a autoridade celebrante, noutro edifício público ou particular.” (grifei)

Ou seja, a promoção “Quero ir ao casamento de Gracyanne e Belo” somente se justificaria se incluído lugar na festa. Porque qualquer um (qualquer um!) poderia ter ido à Candelária assistir a cerimônia sem a possibilidade de ser barrado.
Cabe pedido de indenização? Hein? Hein?
***

Agradecimento especial a Dani S., sempre contribuindo com notícias sensacionais e de primeiríssima categoria para esse blog.

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A partir de hoje, todo sábado esse blog tratará (ou ao menos tentará) a personalidade, o anônimo, o evento ou o que quer que seja mais marcante dos 7 dias anteriores. Algo tão marcante que precise ser comentado nesse blog, porque afinal também somos filhos de Deus.

Apresento-lhes o Prêmio Joinha, que condecorará situações inusitadas, bizarras ou genuinamente legais. (Aliás, aceitamos contribuições, óquei?)

E para começar em grande estilo (a semelhança da seção “Não é namorado. É [complete] iniciada ontem por Glória Maria), hoje temos uma contribuição de nossa leitora Dani S.

Gracyanne e Belo, que casarão nessa 6a feira na Igreja da Candelária. Você é fã? Curte o trabalho deles? Não perde uma boca livre? Só acredita vendo? Então essa promoção é pra você!

Não acreditou? Clique aqui.

Muito bem, Gracyanne e Belo! Vocês levaram a tietagem a um nível totalmente diferente! Prêmio Joinha pra vocês!

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