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Archive for Janeiro, 2014

Opções

Quando Primeira Afilhada nasceu, prematura, com direito a incubadora, UTI neonatal, internação, noites em claro, isolamento em casa até poder tomar vacinas e passear, acompanhamento quase diário de peso etc etc etc, fiquei chocada com o que uma experiência traumática pode fazer com uma pessoa. Ou duas. Ou três. Ou mais.

Nunca tinha pensado sobre parto normal x cesárea, por exemplo. Mas não precisei de muita leitura para saber que sou favorável ao termo “normal” (como sinônimo de “natural”, “ordinário”) quando comparado a uma intervenção cirúrgica. Não precisa ser nazista pra entender que qualquer cirurgia deveria ser extraordinária (no sentido de “não ordinária”, “incomum”) e que a ordem natural das coisas deve ser buscada. Ou seja, havendo opção, coloquem-me com as contrações, o bebê pulando da “pepereca” (como diria Quinha, agora não mais um bebê prematuro) e a ausência de aberturas na minha barriga.

Mas não havendo opção (devidamente informada, esclarecida, explicitada), passemos para o extraordinário, o pouco comum, o não-natural. Passemos ao método criado pelo homem para salvar mães e bebês quando o método comum se mostrar excepcionalmente arriscado.

Não prego o parto humanizado. Não prego a criação com apego. Não prego o uso de sling. Não prego por uma questão semântica: tudo isso é escolha e escolha depende de informação. Pregar qualquer coisa significa militar por seu uso por todos, o que de certa forma afasta a escolha. Nessa seara de educação, gravidez, parto, filhos, só prego isso: informação. Acredito (e alardeio) que devemos buscar informações onde quer que elas estejam e com base nessas informações (e no senso crítico que qualquer ser humano tem) desenvolver opiniões, sabendo que opinião implica em ação/omissão e que tanto fazer quanto não fazer trazem consequências. Limito-me a responder quando questionada. Limito-me a dar opinião (a minha opinião) com base no que eu li, no que eu vi, no que eu observei. E uso essas minhas experiências (não minhas) para tomar minhas decisões.

Parto normal é uma delas.

Complicado nisso tudo é saber que tem médico por aí tomando decisão por mãe. E saber que tem grávida e não-grávida por aí acreditando piamente que uma intervenção cirúrgica (anestesia, bisturi, agulha, corte, ponto) é absolutamente mais segura que usar o caminho naturalmente pré-existente.

Cuidado com os absolutismos. Foi algo que eu aprendi convivendo com rimã, Primeira Afilhada, Cunhado e sua história.

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Blog ficou mais de um ano parado, tadinho… Então, pra quem não sabe, vai um resumo expresso do que aconteceu nesse período.

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O nosso amor é liiiiiiindo! Tãaaao liiiiindooooooo!

Então. Terminei namoro. Comecei namoro. Adotei cachorro (Chewbie, por não ter cara de Chewbacca, mas conhecido por “Youtube” – com os cumprimentos da vizinha). Namorado foi lá pra casa. Fiquei noiva (com direito a anel de noivado com pedra amarela, as requested). Adotei outro cachorro (Doralice, a.k.a. “Dona Alice”). Casei.

(Talvez não tudo necessariamente nessa ordem, porque as coisas foram se assucedendo e quando eu dei por mim estava procurando salão pra fazer o dia da noiva e convencendo as pessoas que não, não estava me precipitando em casar e sim, tudo ia dar certo.)

 

Daí to aqui de volta. Entre idas e vindas, organizações de casamento(s), convites, compra de  vestido(s), lembrancinhas e muitos detalhes fofos para os convidados mais queridos do mundo (alguns vindos de outros estados, alguns a caminho de outros países), todos fazendo questão de estar presentes (ou lamentando não poderem fazê-lo), e a noiva mais feliz de todas lá na frente, querendo acenar para todos, jogar beijos, pegar no colo, pular.

[Fotos oficiais já disponíveis, álbum alternativo sendo preparado – obrigada aos que deram seus cliques e usaram a hashtag e/ou facebook e/ou email pra compartilhar!]

 

Blog retoma suas atividades com o estilo de Cris, minha querida, minha irmã do coração, mãe de Segundo Afilhado, reSistrando (porque reGistro é de água e reSistro é aquilo que a gente coloca no papel, já disse uma grande personalidade que passou por nossas vidas, né, rimã?) o momento mais divertido do casório: marido baixinho no banquinho, tentando compensar a altura que lhe falta pra não sumir ao lado da noiva de salto alto.

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