Férias são (ao menos pra mim) sinônimo de muita televisão.
Hoje em “Boston Legal” vi a re-reprise do episódio em que um estado dos EUA vai à justiça pedir autorização pra fabricar uma bomba atômica. Obviamente a autorização não foi concedida, mas o objetivo dos autores da ação era chamar atenção pra como todo mundo acha que ter armas nucleares é a solução pra paz mundial.
Quando todo mundo tiver arma nuclear, ninguém terá nada. Com a diferença que uma bomba atômica não pode simplesmente ser ignorada e parar em um museu como fizemos com os canhões, baionetas, arcos e flechas. Não é um armamento pacífico, não é um armamento passivo, não é um armamento que pode ficar paradinho lá, sem qualquer tipo de cuidado especial.
Outro dia ouvi um amigo dizer que o Brasil deveria construir uma também – ou ao menos ameaçar poder construir, gerando a suspeita nos outros países e, possivelmente, tornando o país mais “respeitado” (= temido).
Vocês acham mesmo que se tivéssemos o projeto de uma bomba atômica alguém não iria realmente querer construi-la? Ah mas do jeito que nós somos, ela não ia funcionar, não tem perigo.
Não, ela ia explodir enquanto estivesse sendo construída. Pior ainda.
O que vocês acham? Devemos ter uma bomba atômica também, só pra não ficar atrás?
Essa música foi escrita nos anos 60. Mais atual, impossível.
Então hoje eu descobri que a Jakeline Petkovic recebeu uma condecoração da Polícia Militar de São Paulo.
Por quê?
Por ter sobrevivido ao acidente?
Por ter sofrido o acidente?
Por ser ela?
Vocês alguma vez acompanharam o processo de tomada de decisão? Não é assistir outra pessoa tomando uma decisão, mas observar as mudanças que ocorrem em você mesmo enquanto decide algo.
Sei que eu tive poucas oportunidades pra fazê-lo (confesso que nos últimos 26 anos poucas foram as decisões que eu efetivamente tomei, tendo na maioria das vezes me limitado a seguir o que os outros falavam – eu sei, vergonhoso), mas nos últimos dias comecei a observar como minha mente trabalha.
Um colega, comentando casualmente outro assunto qualquer, disse que tomar decisões é difícil porque são muitos fatores a serem levados em consideraçã, muitas variáveis, e as pessoas não ajudam dando palpite. Além disso, o fato de estarmos dentro do problema – seja ele qual for – torna nossa visão sempre um pouco parcial. Ou então é o medo dessa parcialidade que nos amarra e paralisa como se carregássemos toneladas sobre nossos ombros.
Em compensação, tomar a decisão – certa ou errada – dá, na hora que ela é anunciada, uma paz e uma calma que não têm comparação. Não mesmo. Você sente o poder da sua vida nas suas mãos – e isso é a coisa mais natural do mundo.
Nunca pensei que usar o livre arbítrio pudesse ser tão fantástico.
E nunca pensei também que eu pudesse tomar uma decisão, libertar-me do peso das toneladas sobre meus ombros, e simplesmente viver minha vida.
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Tenho um amigo que sempre parecia me ignorar em algumas ocasiões. Eu falava, ele nada respondia. Eu repetia, ele ainda em silêncio. Até o dia que isso aconteceu euquanto, ele dirigindo, precisava decidir se continuava na pista da esquerda ou se ia pra pista da direita, pegando a saída que já se apresentava. Foram segundos com a expressão estampada no rosto, mas naquela hora eu percebi que toda vez que ela aparecesse eu estaria presenciando um momento de tomada de decisões.
Divertido. Muito divertido.
“Somos apenas meros cumpridores de normas e o sistema é que processa os dados.“
Essa foi a justificativa dada pela gerente do Ministério do Trabalho e Emprego, em Joinville, justificando o erro no processamento de dados que levou à declaração de falecimento de uma beneficiária do seguro-desemprego. Pela segunda vez. Em 3 anos.
Não sei não, mas acho que essa desculpa poderia ser usada por várias pessoas na minha atual empregadora…
(Minha mãe dizia – em uma óbvia piada de humor negro – que os africanos correm mais rápido que todos treinando em corridas com os leões. Ou dos leões, depende. Mas quem foi que falou que a Jamaica fica na África?)
Vocês viram a corrida? Viram como ele parece desacelerar no final? Viram como ele parece não se importar em correr no limite? A impressão que dá é que ele ainda poderia correr mais. Muito mais.
E os médicos acham que ele se aproximou do limite do corpo humano.
Será?
O último entrevistado no “Irritando Fernanda Young” foi o Marcelo Tas.
Um comentário interessante dele foi sobre as gerações que surgiram após o computador e a internet. Na verdade, são 3 as gerações bem visíveis: a que surgiu antes do computador+internet, a que surgiu ao mesmo tempo que esse combo e a que surgiu após o combo.
Segundo ele, um jeito de você saber a qual geração a pessoa pertence é observar a conversa dela. Os do segundo grupo, falam sobre O COMPUTADOR; os do terceiro falam sobre o que fazem no computador.
Para os da 2a, o computador é um fim em si mesmo, mas para os da geração atual ele é uma ferramenta.
Eu admito. Estou velha. Meu Toshiba é um fim em si mesmo. Paciência.
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Aqueles que nada falam sobre computadores (ou sobre o que fazem com eles) são realmente uma incógnita: podem pertencer a qualquer uma das gerações. Podem simplesmente ter uma vida.
Resolvi testar o facebook. Uma colega de trabalho minha extremamente cool me disse que estava lá e eu, concluindo que não entro mais mesmo no orkut, decidi ver qual é da parada.
Primeiro passo paranóico “será-que-eu-já-tenho-perfil”: enviar meu email para que eles recuperem minha senha. E aí? Vai se recuperada?
Atualização em breve.
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Não, não existia um perfil com o meu email.
Pena. Tive que preencher tudo…
Ainda a menina do casaco vermelho, mas com outros de outras cores para variar o guarda-roupa. =)
Na dúvida, consultem o manual anterior. Porque os parênteses definitivamente não podem ser ignorados.