Quando eu comecei a trabalhar no Centro do Rio e a vir pros lados da Rua da Carioca, Cinelândia e arredores a pé (ao invés de, como antes, descer do ônibus já na Cinelândia sem nem olhar muito além do Theatro Municipal), os dois primeiros prédios que chamaram minha atenção foram o do BNDES e o da Petrobras. Cada um de um lado da ponte.
Ambos são, na minha opinião de advogada, desafios arquitetônicos/de engenharia (repito: opinião de advogada, não de arquiteta ou engenheira). O prédio do BNDES parece um pirulito gigante, com a base que o sustenta consideravelmente menor que a parte sustentada. O prédio da Petrobras eu batizei de “cubo mágico”, dadas as semelhanças.
Esse mesmo prédio foi eleito pelo CNN Go como um dos mais feios do mundo. Em décimo lugar. O último da lista. Mas na lista.
Sou obrigada a discordar. Não por ele ser lindo, mas porque quem o classificou dessa forma não sabe o que existe naquelas partes em que aparentemente faltam peças.
Jardins. Árvores. Pássaros. Borboletas. Flores. Bancos.
E – inestimável para quem trabalha o dia inteiro trancado dentro de um prédio – céu aberto. Sem vidros.
Pode até ser esteticamente feio, mas é reconfortante trabalhar 8h em um lugar sabendo que há um cantinho para o qual se pode fugir sempre que necessário espairecer e respirar fundo. É um luxo ao qual todos deveriam ter acesso. Humpf.




É, é um belo argumento.
Eu nunca havia pensado na semelhança com o cubo mágico, mas concordo com você. É igualzinho um cubo mágico mesmo.