Minha empregadora resolveu dessa vez me mandar pra Foz do Iguacu pra participar do maior evento de software livre da América Latina. Estranhamente, o Jurídico esteve representado, mas a área técnica não (esclareçamos apenas que nós, jurídicos, entramos nesse mundo há pouco tempo e precisamos de toda a ajuda do mundo pra tentar entender as licenças, enquanto o povo da área técnica tá mais acostumado).
Ainda no Rio, o comandante avisou que ficaríamos parados porque o boletim meteorológico informara que estava chovendo horrores em Foz. Ou seja, chegaríamos e ficaríamos dando voltas, sobrevoando a barragem, o lago da usina, a cidade, até termos teto. Como estávamos em solo, em solo permanecemos. Pequeno atraso de mais ou menos uma hora, enfim. Ao chegar ao hotel, descubro que da rede ele é o mais simples – e que, portanto, a classificação dele na intranet da minha empregadora estava correta (“simples”). E só hoje, no segundo dia de evento, eu descubro que havia um ônibus passando na porta do hotel e trazendo para o evento. Logo hoje, que eu saí mais cedo pra passear na Usina; considerando que amanhã vou cruzar a fronteira, não rola ônibus socializando com os demais nerds.
Por falar nisso, acho que poucas vezes eu me vi cercada por tantos nerds. Nerds meninos e nerds meninas. O que me chamou mais atenção foram essas últimas: de salto alto, maquiadas, arrumadas, todas fugiam ao esterótipo de menina nerd difundido no mundo, segundo o qual elas mais parecereciam meninos com algumas curvas. Pois bem, eu que vim pra cá pensando ser minoria, vi-me no meio de uma multidão de meninas, em grupinhos como na faculdade (fora aquelas que vieram acompanhadas dos namorados, afinal casal que usa software livre unido permanece unido).
Assim que voltar pro hotel baixo algumas fotos da visita à usina e posto aqui. Pra vocês verem que nem só de palestras e software livre vive o homem (ou a mulher) e que qualquer horário disponível nesse mundão que é Itaipu deve ser muito bem empregado em um dos (ou todos os) passeios que a Usina tem…
