Para quem ainda não sabe, meu celular é um HTC Touch que, por ser touch e por ser da nova geração de celulares (em que pesem as inúmeras críticas contra o pobrezinho do aparelho que nada fez de errado exceto optar pelo Windows Mobile), possui tecnologia 3g. Isso quer dizer que eu conto com o pacote 3g, que me permite acesso ilimitado à internet, com velocidade teoricamente superior, e sem as mesmas restrições que o fan-tás-ti-co pacote de dados, certo? Errado. Eu ainda uso o pacote de dados.
Qual não foi a minha surpresa ao perceber que o pacote de dados conecta, sim, fora do Rio, mas aparentemente no Paraná ele não acha a internet? Não me perguntem o motivo.
Fato é que hoje, saindo da Latinoware, resolvi pegar um ônibus pra voltar pro hotel (afinal, 25$ todo dia pra ir e pra voltar, somados, dão um prejuízo considerável ao final de 3 dias). Na cara e na coragem, porque a pessoa inteligente aqui não pergutou no hotel onde desceria, não perguntou no evento onde desceria, não perguntou pro motorista, não perguntou pra ninguém. “Esse ônibus passa no centro?“, foram a única frase que saiu de sua boca procurando alguma orientação e, ao ouvir a resposta afirmativa do motorista, não pensou duas vezes. Eram 18h, o ônibus que teoricamente a deixaria no hotel aparentemente só levaria palestrantes (e ela ainda não pertence ao seleto grupo daqueles que são pagos pra ir aos eventos), ela estava com dor de cabeça e o ônibus ficara parado no ponto esperando por ela. Ela não deixaria o motorista no vácuo dessa forma!
Mais que depressa, entrei no ônibus. E torci. Torci quando ele entrou à esquerda e saiu da estrada que eu conhecia, mas agradeci quando ele retornou a essa mesma estrada. Fui reconhecendo lojas, árvores, pontos, supermercados e o terminal de ônibus… onde ele entrou.
Parte das pessoas saiu, parte das pessoas ficou. Pensei cá comigo “poxa, se tem gente no ônibus ainda, esse não é o ponto final… vamos continuar!”. E só então resolvi tirar a dúvida com o trocador que gentilmente, além de me corrigir quando eu falei errado o nome da rua, ainda pediu ao motorista que abrisse a porta quando chegamos na rua onde eu deveria entrar pra achar o hotel. Sobe rua, desce rua, sooooobe rua, e cá estou eu, sã e salva, na cama, cansada, pernas doendo, mas com uma economia de pelo menos 22,90$. Nada mal!
E o pacote de dados com isso?
Bem, se ele funcionasse, eu teria descoberto sozinha como chegar ao hotel. Mas, claro, não teria interagido com os locais e, acreditem, estou buscando o mínimo de interação possível. Medo de pessoas é um problema sério…


