Eu adoro mal entendidos. Sempre acado fazendo um esforço mental gigantesco pra preencher as lacunas deixadas pelo interlocutor e esticar minha interpretação de forma que a máxima “na dúvida, a pessoa quis dizer o menos grave” continue aplicável. Acho que estico minha tolerância, mesmo.
Hoje tive meu primeiro mal entendido “twittado”. Originário do twitter.
Simples: deparei-me com alguém indicando que meu mini-blog é digno de ser seguido por completos desconhecidos. Senti-me honrada. Olhei a atualização mais recente deste alguém (feita logo após ele me recomendar) e lá estava: “há pessoas que twittam coisas tão interessantes mas mantém blogs onde escrevem tão mal. a pretensão é uma vadia !“
Vesti a carapuça (porque não tenho intimidade pra perguntar “ei, isso foi comigo?”) e respondo no próprio blog: sim, ele é horrível! sim, eu escrevo muito mal e não sei por que raios pessoas ainda me leem (com circunflexo?)! ou melhor, sei sim: elas o fazem por serem minhas amigas ou fracas demais pra resistir à chantagem emocional diária.
Poxa, a pretensão manteve meu blog vivo por anos! Anos!
Não vai ser agora que, por uma súbita consciência de minha incapacidade literária, que eu vou desistir, né?
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Disse um namorado meu que eu era tão pretensiosa que achava que mesmo os problemas das pessoas ao meu redor eram causados por mim. Ele completou a frase dizendo “isso é o cúmulo da pretensão e eu recomendo que você pense a respeito“.
Eu pensei. Ele tinha razão.
E agora o twitteiro de plantão que fez o comentário aí em cima deve estar pensando “putz! que louca! eu nem estava falando dela!“
Ou estava?
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Aliás, vocês têm lido meu twitter?



Como assim vc tem um twitter digno de nota e muito melhor, se comparado ao seu blog? Minha cara, teu twitter não tem nem uma semana!!!!!!! A não ser que vc seja uma espiã infiltrada no exército hondurenho cobrindo o golpe de estado lá, não tem como vc estar com um twitter tão up to date, né?
Resposta à última pergunta: não, tenho medo de ficar viciado…