São poucos os livros que conseguiram me deixar indiferente ao destino do personagem principal. Na verdade, acho que só esse livro conseguiu até agora.
Não é exatamente um livro triste. É um livro indiferente. A vida da personagem é apresentada, você acompanha todo o desenrolar da vida dela, todos os detalhes, todos os vazios; a carga emocional é absurda. E mesmo assim consegue-se um distanciamento impressionante. Como se não importasse todo o sofrimento.
O leitor torna-se um deus cruel e insensível, que apenas acompanha o drama e nada faz, nada sente.
Pior: não me senti nem um pouco culpada ao acabar de ler o livro. Fiquei, sim, irritada com a personagem principal.
A culpa veio depois, quando eu percebi que nem culpa eu sentira.
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Pra quem não entendeu, “A hora da estrela” é um livro de Clarice Lispector (que, por acaso, é ex-aluna da FND, assim como eu… pena só termos isso em comum.)



Esse é aquele livro que você tinha me falado, de uma mulher que tinha visto uma barata morta e entrado em depressão?
Quanta insensibilidade…
Não, João. Esse da barata é “A paixão segundo G.H.”.
Falando em estrela…
Uma se apagou hj… :/
snif