O caju comentou no blog dele sobre a singularidade da relação entre Rony e Hermione nos livros do Harry Potter. Hoje, zapeando pelos sites que eu sempre visito, encontrei um comentário num fórum que trata mais ou menos do mesmo assunto, mas sob outro ponto de vista (ou outro enfoque).
Este fórum começa da seguinte maneira:
Porque Harry Potter não conseguiria derrotar Voldemort
Sem o uso de um “Deus ex machina”* (ou a arma de Chekov**, o que não deixa de ser uma tentativa de fugir do problema), Harry não consegue derrotar Voldemort. Vamos relembrar:
Livro 1: Harry usou o “poder do amor” e um truque de Dumbledore para derrotar Voldemort.
Livro 2: Fawks surgiu quando as coisas não poderiam estar piores.
Livro 3: Nada de Voldemort.
Livro 4: A história estúpida das varinhas provenientes da mesma fênix.
Livro 5: Harry derrota Voldemort mentalmente, mas ganha apenas porque
Livro 6: Nada de Voldemort.
Livro 7: As varinhas agem de maneira completamente diferente de tudo dito ou feito antes, inclusive com Harry convencendo a varinha de Voldemort a atirar pela culatra.
Isso não inclui o fato de Harry ter sobrevivido ao Avada Kedavra duas vezes – um feitiço do qual nenhum bruxo consegue escapar exceto se sair do caminho na hora certa.
Então eu pergunto aos meus colegas: Existe alguma maneira de Harry ter derrotado Voldemort em uma batalha mano-a-mano, cada um armado com uma varinha e sem qualquer circunstância extraordinária como as citadas acima?
Quem leu os livros do Harry Potter é obrigado a concordar. Eu, particularmente, nunca gostei muito do estilo dele. E sempre achei a Hermione absurdamente mais inteligente, mais sagaz, mais esperta, mais tudo do que ele. Óbvio, se vocês repararem bem, nunca é o Harry que tem as idéias mais brilhantes. Mas enfim, isso não importa. O livro tem o nome dele.
Mas por que raios o Voldemort cismou em matar o Harry quando o mundo estava praticamente nas mãos dele? Isso nós nunca saberemos. Afinal, o super-hiper-mega mago está morto. E Harry está vivo.
*Deus ex machina – literalmente, “Deus saído da máquina”. Solução inesperada e súbita para um problema aparentemente sem resposta apresentado na história.
**arma de Chekhov – segundo Chekhov, um autor não coloca uma arma carregada no palco se ninguém vai dispará-la em algum momento. Em suma, qualquer objeto, por mais inútil que pareça, se for introduzido na trama deverá ter alguma utilidade posterior.
